Bora conferir meus livros de 2016? Já pode encerrar? Será termino mais algum até amanhã?..
1) Uma semana para se perder, Tessa Dare
2) Uma dama à meia-noite, Tessa Dare
3) The Beauty and the Blacksmith, Tessa Dare *
4) Any Duchess Will Do, Tessa Dare *
5) Lord Dashwood Missed Out, Tessa Dare
Pois sim, era o ano da Tessa Dare. Romance de época continuou sendo o gênero dominante este ano, que como vocês vão ver. O primeiro volume da série Spindle Cove (e a novela 1.5) tinha sido lido em 2015. Os * indicam os melhores livros do ano, e The Beauty And The Blacksmith eu reli logo em seguida, imediatamente após terminá-lo. Spindle Cove consolidou Tessa Dare como minha autora favorita de romance de época. Ainda durante o ano de 2016 Tessa Dare conseguiu alcançar um posto entre meus top 5 autores em qualquer gênero. Aguardem...
6) A Study In Scarlet, Arthur Conan Doyle
Gente, de vez em quando eu preciso, né? Não tenho nem que justificar.
7) Era Uma Vez No Outono, Lisa Kleypas
8) Again The Magic, Lisa Kleypas *
9) Manual do Autismo, Gustavo Teixeira
A vida segue acontecendo enquanto a gente lê, né? ;)
10) Lady Susan, Jane Austen
11) Devil In Winter, Lisa Kleypas
12) Scandal In Spring, Lisa Kleypas
13) A Wallflower's Christmas, Lisa Kleypas *
Eu não tinha gostado tanto do primeiro livro da LK que li em 2015, o primeiro a série Wallflowers, mas a série vai melhorando, sim.
14) Brighter Than The Sun, Julia Quinn
Um pequeno comentário é necessário aqui: foi um esforço voltar a ler Julia Quinn porque eu tinha detestado o primeiro livro dessa duologia (Everything And The Moon). Brighter Than The Sun é melhor mas é chato. Não gostei da duologia Lyndon Sisters, está dito.
15) Pérolas Dão Azar, Raymond Chandler
Minha tentativa de ler outros policiais clássicos não foi bem sucedida com Raymond Chandler. O estilo não me agradou. Se alguém quiser me indicar outro dele que considere melhor, aceito. Ou outros policias clássicos. Estou quase terminando a obra da Agatha Christie e estou morrendo de pena.
16) Depois Do Funeral, Agatha Christie
17) Escola De Tradutores, Paulo Rónai
18) Desejo À Meia-Noite, Lisa Kleypas
19) Sedução Ao Amanhecer, Lisa Kleypas
20) Casamento Hathaway, Lisa Kleypas
21) Tempt Me At Twilight, Lisa Kleypas
22) Married By Morning, Lisa Kleypas
23) Love In The Afternoon, Lisa Kleypas *
Finalmente consegui maratonar Lisa Kleypas! Ainda assim sou obrigada a reconhecer que as Wallflowers são um série melhor que os Hathaways, que demoraram a conseguir um * de destaque: somente o último livro realmente me pegou de jeito. Lisa Kleypas é muito boa de romance e hot, mas os argumentos dela são meio fracos e me irritam.
24) A Night For Love, Mary Balogh
25) O Que Eu Quero De Presente, Suelen Carvalho
26) O Espelho de Laura, Suelen Carvalho (inédito, leitura beta)
Autora nacional e amiga. Na verdade o primeiro eu li no começo do ano, mas tinha esquecido de anotar então ficou fora de ordem.
27) Career Of Evil, Robert Galbraith *
28) A Summer To Remember, Mary Balogh
29) Slightly Married, Mary Balogh
30) A Teia da Aranha, Agatha Christie
31) Slightly Wicked, Mary Balogh
32) Slightly Scandalous, Mary Balogh
33) Roube Como Um Artista, Austin Kleon
34) Slightly Tempted, Mary Balogh *
35) Slightly Sinful, Mary Balogh
36) Slightly Dangerous, Mary Balogh *
Vamos falar sobre os Bedwyns? Acho que sofri um pouco com excesso de expectativa neste caso. A escrita da Mary é ótima e a construção dos personagens é excelente, é o ponto forte dela. Onde eu acho que peca é no argumento. Há muitas situações repetitivas nos livros, como a saga dos noivados/casamentos falsos. Acho que só tem dois livros da série que não tem nada disso. Reações muito padronizadas das mocinhas também me incomodou: quase todas caíram no momento de "vc não tem que casar comigo só por honra". Essas duas coisas me irritaram nessa série, mas ainda assim é muito boa. Só pra ser do contra, meu livro favorito não é o do Wulf, mas o da Morgan. Mas meu Bedwyn favorito é o Wulf, sim...
37) Quando Te Encontrei, Jariane Ribeiro
38) Romancing The Duke, Tessa Dare *
39) Diga Sim Ao Marquês, Tessa Dare *
40) O Beijo da Lua, Nana Valenttine
41) When A Scot Ties the Knot, Tessa Dare *
Pelo amor de Deus, vamos falar sobre a Série Castles Ever After! Tessa Dare é uma de minhas autoras favoritas na vida. Autoras/autores. Esta série é perfeita, nenhum dos três livros que li me decepcionou em nada nada nada! Os três são destaques do ano. Melhor enredo, provavelmente o primeiro. Melhor casal, com certeza o segundo. O mais comovente e surpreendente é o terceiro.
42) Não Quero Ser Lembrado, Lucas Rezende
43) The Scandalous, Dissolute, No Good Mr. Wright, Tessa Dare
44) Do You Want To Start A Scandal?, Tessa Dare
Crossover entre Spindle Cove e Castles Ever After, livro maravilhoso também. Um dos mais hot da Tessa. Um dos melhores mocinhos, uma das melhores mocinhas.
45) JE SUIS LÀ, CLÉLIE AVIT **
Melhor. Livro. Do. Ano. Sim, o último livro que terminei em 2016 foi o livro do ano. Um título que apareceu do nada no meu Facebook, nem me lembro onde, acho que na página da Livraria Francesa. Li o ebook no original, mas existe em português, sim, chama-se "Eu Estou Aqui". Um romance emocionante, comovente, veloz e que te deixa querendo mais mais mais.
Este ano vou começar a divulgar também minha lista de escritos. Eu sempre anoto o que termino de escrever naquele ano, no mesmo caderno em que anoto o que termino de ler. Vamos lá!
1) No Parque da Cidade: publicado!
2) O Sangue: publicado!
3) Foro Privilegiado: publicado!
4) Stage Door: publicado!
5) D.O.C.: inédito!
Foi um ano super diversificado em termos de trabalho. Terminei a tradução e nova versão do "Jesse", republiquei "Catarina" e "Jesse" com novas capas e comecei a traduzir as sequels da série. Voltei a mexer na série da "Ventura" e comecei várias histórias novas. Destaco "A Dívida de Íris", "Retorno" (que finalmente vai explicar do que se trata a série de TV Return, mencionada em "Stage Door" e "Não Sou uma Planta"!!), "Invasão" e "Condomínio". Isso é só pra vcs ficarem de olho no que vai vir por aí... ;)
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30 de dez. de 2016
9 de ago. de 2014
Forma e conteúdo: uma defesa (im)parcial do ebook
Já há um tempo eu vinha querendo escrever um post sobre ebooks e livros de papel, mas pensava que ninguém ia me levar a sério porque eu publico em ebook e ia parecer uma apologia com fins de propaganda pessoal. Mas o fato é que publicar em ebook me levou a refletir mais sobre isso, e também me colocou em contato com a resistência de muitas pessoas ao ebook.
Pra começar, eu gostaria de dizer que acho uma bobagem esse tipo de dicotomia. Uma coisa não tem (nem vai) excluir a outra. Mas ainda assim me lançarei ao debate.
Quando o ebook entrou na minha vida, teve uma função muito específica. Eu fazia bicicleta ergométrica e gostava de ler enquanto pedalava, mas era pouco prático ter que virar as páginas, e pior ainda quando o livro era pesado. Eu estava lendo Próxima Estação: Paris, do Lorant Deutsch. Aí meu marido baixou pra mim o epub do original em francês (o que já foi um avanço também) e instalou o Aldiko no meu celular. Pedalei e li às mil maravilhas. Métronome foi o primeiro ebook que li.
Mas eu ainda tinha aquele ranço do passado. "Prefiro livro de papel, prefiro ter no que pegar, olhar a estante". Dizia isso com orgulho, citando Caetano: "os livros são objetos transcendentes, mas podemos amá-los do amor táctil". E então eu fui fazer um curso de um mês em Paris, e duas coisas lá me fizeram mudar de perspectiva em relação aos meus livros de papel. Eu via aquelas banquinhas infinitas nas calçadas vendendo livros a um euro, ou até menos (comprei um livro a cinquenta centavos) e pensava: por quanto este cara terá comprado este livro para vendê-lo tão barato? Comecei a achar que aqueles livros eram dados pra ele. Ou quase dados, se fosse um lote grande a um preço muito muito baixo. Quem faria isso com seus livros?
O episódio definitivo foi quando minha professora levou livros para nós. Livros dela. Disse que podíamos pegar o que quiséssemos e levar para ler. Acontece que o curso era de módulos semanais, então sempre tinha alguém se despedindo do curso a cada semana. E alguém perguntou: "mas, professora, como é que eu vou lhe devolver o livro se já estou indo embora?" Ao que ela respondeu: "pra que eu quero esse livro de volta? eu já li."
Fiquei passada. Tinha tanto sentido que fiquei envergonhada. O que afinal a gente quer de um livro? Não é o conteúdo? Não é até mesmo assim que a gente diz, de alguém culto, que lê bastante? A pessoa tem conteúdo.
O resultado foi que, quando cheguei em casa, não havia espaço para acomodar os livros que eu tinha comprado na viagem,e eu tomei uma decisão: começar a doar meus livros. Meus critérios são simples: livros que eu e meu marido já lemos e que não pretendemos reler (hoje em dia eu incluo um pensamento para o meu bebê, e guardo os livros que eu quero mostrar pra ele). Se o livro passa por essa peneira: RUA! Mandei fazer um carimbo com os dizeres "sou um livro viajante / leia-me e passe adiante", mas é claro que não tenho nenhum controle se estão sendo passados adiante ou se estão só aumentando a biblioteca acumuladora de alguém. Não importa. Já deixei livros em banco de shopping, banheiro de restaurante, sala de espera de médico, na escola de idiomas onde dou aula e na portaria do meu prédio. Não diminuiu muito a minha biblioteca, ainda. Sou uma pessoa que relê, e ainda tenho muitos livros que nunca li. Talvez um dia eu aumente o critério para "livros que eu comprei mas não vou ler mesmo, deixa de se iludir, inocente", e mande esses pra rua também.
E o ebook não ocupa espaço, né? Pelo menos, não físico. Comecei a ver as vantagens em filas. Na fila da lotérica, sempre quilométrica, eu sacava o celular e pronto: adeus tédio! Eu que sempre levei livro na bolsa, agora podia levar vários dentro do celular. E ler antes de dormir? É leve e não precisa de abajur! Eu sempre tinha problemas para ler antes de dormir, porque o abajur incomoda o marido e os livros mais pesados eram desconfortáveis para segurar deitada. Comecei a baixar epubs da Agatha Christie adoidado. Ganhei de uma amiga o epub do primeiro livro do Robert Galbraith, The Cuckoo's Calling. Com o melhor livro do ano de 2013 devorado em formato ebook, eu estava definitivamente cativada como leitora. Mas ainda faltava um passo. O maior. Faltava a escritora.
Como a maioria das pessoas que sonha publicar um livro, eu via o processo de seleção de originais como uma maratona de meritocracia. Só quem merecia estaria numa prateleira, teria seu nome numa lombada, assinaria autógrafos. Quando uma editora aceita o seu original, está te atribuindo valor. Conforme eu ia terminando de escrever meus livros, comecei a ler e pensar mais sobre mercado editorial, mergulhada na preguiça e na inaptidão completa de "me vender" para editoras. Você nunca leu um livro muito ruim? Publicado por uma editora, em papel, com lançamento e tarde de autógrafos? Não falo de um livro que não te agradou pessoalmente, mas um livro ruim mesmo. Mal construído, mal escrito, um livro que te faz pensar "mas quem diabos aprovou essa bosta nesta editora?" Eu já. E comecei a questionar os critérios dessa meritocracia e a me perguntar quem são afinal essas pessoas que escolhem quem merece ou não ser publicado. Critérios que excluem muitos autores novatos e publicam qualquer coisa que seja escrita por alguém famoso (mesmo que seja um livro infantil escrito por uma cantora de MPB ou atriz de novela, porque o nome vende). Isso sem falar em publicações pagas, onde não há seleção ou mérito envolvido, modalidade que tem crescido imenso nas editoras. Ou seja. Se fosse pra pagar (e eu tive esse tipo de proposta de uma editora física), por que eu não publicaria por conta própria, gratuitamente, em ebook?
Não foi uma decisão fácil. Desistir de algo sonhado num velho modelo é doloroso, rescende a fracasso. Mas não é. É coragem. Nos Estados Unidos, o mercado da autopublicação em ebooks é forte e alimenta o mercado editorial tradicional, que procura nos autores independentes bem-sucedidos os seus novos autores. mas nos Estados Unidos as pessoas leem muito ebook, e aqui no Brasil não.
Há aqui um orgulho de se prender ao passado. "No meu tempo era melhor", quantas vezes vc já ouviu isso? Ou mesmo disse? (já escrevi um post sobre isso) E é tão bobo, porque presume que você deve abandonar o livro de papel pelo ebook, ou que você está traindo os seus livros de papel ao ler ebooks. O que é ainda mais bobo. O livro de papel continua tendo inúmeras vantagens. Livros bonitos, ilustrados, livros de arte, livros de consulta, tudo isso é infinitamente melhor em papel. Você não vai comprar a obra completa de Degas em ebook, é claro, e nem mesmo a História da Arte do Gombrich eu compraria em ebook, a princípio (porque pesa pra cacete, então o ebook ainda teria essa vantagem). Mas eu comprei as obras completas de Edgar Allan Poe no original por menos de R$3, sem frete, sem ter que esperar semanas pela entrega. Menos de um minuto, e eu tinha tudo ali. Toda a história, todo o conteúdo. O papel? Que me interessa o papel nesse momento? A história um dia foi oral, as histórias um dia foram contadas, e nem por isso todos somos ferrenhos defensores e consumidores de audiobook, somos? (a mim, me fazem dormir). O que me faz pensar numa frase que vi um dia destes nas redes sociais e que dizia algo mais ou menos assim:
"Tudo o que foi inventado antes de vc fazer dez anos faz parte do mundo, é normal. Tudo o que foi inventado entre os dez e os trinta e cinco anos é inovador e apaixonante. Tudo o que foi inventado depois que vc tem trinta e cinco anos não é normal, é contra a ordem natural das coisas."
Essa carapuça não serve em todo mundo, e eu sempre uso meus pais como exemplo. Papai tem 67 anos, tem twitter (reconheçamos, ele é viciado mesmo nisso), blog (e ele bloga SEMPRE, muito mais do que eu), smartphone, tablet. Minha mãe ainda se dá melhor com email que com Facebook, mas está sempre no whatsapp, resolve toda a vida no internet banking e já leu alguns ebooks no tablet do papai. E por isso mesmo é que eu acho tão triste e limitador ver gente mais nova do que eles, gente mais nova do que eu, aferrando-se ao livro de papel como se nunca tivesse ouvido rádio e visto televisão, como se nunca tivesse falado em telefone fixo e depois no celular, como se nunca tivesse mandado cartas e depois emails.
"Ah, mas não é a mesma coisa!"
Claro que não é, nem é pra ser! Na carta, vc tem a letra da pessoa, mas o email chega mais rápido. A televisão tem imagem, cara, mas nem por isso o rádio morreu, e vc continua ouvindo no carro.
Dê uma chance ao ebook. Não perca oportunidades de ler histórias porque a forma é nova, quando o que deveria te atrair é o conteúdo.
p.s.: Sim. É claro que escrevi tudo isto com o objetivo de fazer vcs lerem meus livros. Eu tenho tanta história pra contar que vcs nem imaginam. Por enquanto são quatro (clique aqui pra ver uma pesquisa pelo meu nome no site da Amazon, com todos os títulos lançados), mas é só o começo. Deve sair mais ainda este ano.
Pra começar, eu gostaria de dizer que acho uma bobagem esse tipo de dicotomia. Uma coisa não tem (nem vai) excluir a outra. Mas ainda assim me lançarei ao debate.
Quando o ebook entrou na minha vida, teve uma função muito específica. Eu fazia bicicleta ergométrica e gostava de ler enquanto pedalava, mas era pouco prático ter que virar as páginas, e pior ainda quando o livro era pesado. Eu estava lendo Próxima Estação: Paris, do Lorant Deutsch. Aí meu marido baixou pra mim o epub do original em francês (o que já foi um avanço também) e instalou o Aldiko no meu celular. Pedalei e li às mil maravilhas. Métronome foi o primeiro ebook que li.
Mas eu ainda tinha aquele ranço do passado. "Prefiro livro de papel, prefiro ter no que pegar, olhar a estante". Dizia isso com orgulho, citando Caetano: "os livros são objetos transcendentes, mas podemos amá-los do amor táctil". E então eu fui fazer um curso de um mês em Paris, e duas coisas lá me fizeram mudar de perspectiva em relação aos meus livros de papel. Eu via aquelas banquinhas infinitas nas calçadas vendendo livros a um euro, ou até menos (comprei um livro a cinquenta centavos) e pensava: por quanto este cara terá comprado este livro para vendê-lo tão barato? Comecei a achar que aqueles livros eram dados pra ele. Ou quase dados, se fosse um lote grande a um preço muito muito baixo. Quem faria isso com seus livros?
O episódio definitivo foi quando minha professora levou livros para nós. Livros dela. Disse que podíamos pegar o que quiséssemos e levar para ler. Acontece que o curso era de módulos semanais, então sempre tinha alguém se despedindo do curso a cada semana. E alguém perguntou: "mas, professora, como é que eu vou lhe devolver o livro se já estou indo embora?" Ao que ela respondeu: "pra que eu quero esse livro de volta? eu já li."
Fiquei passada. Tinha tanto sentido que fiquei envergonhada. O que afinal a gente quer de um livro? Não é o conteúdo? Não é até mesmo assim que a gente diz, de alguém culto, que lê bastante? A pessoa tem conteúdo.
O resultado foi que, quando cheguei em casa, não havia espaço para acomodar os livros que eu tinha comprado na viagem,e eu tomei uma decisão: começar a doar meus livros. Meus critérios são simples: livros que eu e meu marido já lemos e que não pretendemos reler (hoje em dia eu incluo um pensamento para o meu bebê, e guardo os livros que eu quero mostrar pra ele). Se o livro passa por essa peneira: RUA! Mandei fazer um carimbo com os dizeres "sou um livro viajante / leia-me e passe adiante", mas é claro que não tenho nenhum controle se estão sendo passados adiante ou se estão só aumentando a biblioteca acumuladora de alguém. Não importa. Já deixei livros em banco de shopping, banheiro de restaurante, sala de espera de médico, na escola de idiomas onde dou aula e na portaria do meu prédio. Não diminuiu muito a minha biblioteca, ainda. Sou uma pessoa que relê, e ainda tenho muitos livros que nunca li. Talvez um dia eu aumente o critério para "livros que eu comprei mas não vou ler mesmo, deixa de se iludir, inocente", e mande esses pra rua também.
E o ebook não ocupa espaço, né? Pelo menos, não físico. Comecei a ver as vantagens em filas. Na fila da lotérica, sempre quilométrica, eu sacava o celular e pronto: adeus tédio! Eu que sempre levei livro na bolsa, agora podia levar vários dentro do celular. E ler antes de dormir? É leve e não precisa de abajur! Eu sempre tinha problemas para ler antes de dormir, porque o abajur incomoda o marido e os livros mais pesados eram desconfortáveis para segurar deitada. Comecei a baixar epubs da Agatha Christie adoidado. Ganhei de uma amiga o epub do primeiro livro do Robert Galbraith, The Cuckoo's Calling. Com o melhor livro do ano de 2013 devorado em formato ebook, eu estava definitivamente cativada como leitora. Mas ainda faltava um passo. O maior. Faltava a escritora.
Como a maioria das pessoas que sonha publicar um livro, eu via o processo de seleção de originais como uma maratona de meritocracia. Só quem merecia estaria numa prateleira, teria seu nome numa lombada, assinaria autógrafos. Quando uma editora aceita o seu original, está te atribuindo valor. Conforme eu ia terminando de escrever meus livros, comecei a ler e pensar mais sobre mercado editorial, mergulhada na preguiça e na inaptidão completa de "me vender" para editoras. Você nunca leu um livro muito ruim? Publicado por uma editora, em papel, com lançamento e tarde de autógrafos? Não falo de um livro que não te agradou pessoalmente, mas um livro ruim mesmo. Mal construído, mal escrito, um livro que te faz pensar "mas quem diabos aprovou essa bosta nesta editora?" Eu já. E comecei a questionar os critérios dessa meritocracia e a me perguntar quem são afinal essas pessoas que escolhem quem merece ou não ser publicado. Critérios que excluem muitos autores novatos e publicam qualquer coisa que seja escrita por alguém famoso (mesmo que seja um livro infantil escrito por uma cantora de MPB ou atriz de novela, porque o nome vende). Isso sem falar em publicações pagas, onde não há seleção ou mérito envolvido, modalidade que tem crescido imenso nas editoras. Ou seja. Se fosse pra pagar (e eu tive esse tipo de proposta de uma editora física), por que eu não publicaria por conta própria, gratuitamente, em ebook?
Não foi uma decisão fácil. Desistir de algo sonhado num velho modelo é doloroso, rescende a fracasso. Mas não é. É coragem. Nos Estados Unidos, o mercado da autopublicação em ebooks é forte e alimenta o mercado editorial tradicional, que procura nos autores independentes bem-sucedidos os seus novos autores. mas nos Estados Unidos as pessoas leem muito ebook, e aqui no Brasil não.
Há aqui um orgulho de se prender ao passado. "No meu tempo era melhor", quantas vezes vc já ouviu isso? Ou mesmo disse? (já escrevi um post sobre isso) E é tão bobo, porque presume que você deve abandonar o livro de papel pelo ebook, ou que você está traindo os seus livros de papel ao ler ebooks. O que é ainda mais bobo. O livro de papel continua tendo inúmeras vantagens. Livros bonitos, ilustrados, livros de arte, livros de consulta, tudo isso é infinitamente melhor em papel. Você não vai comprar a obra completa de Degas em ebook, é claro, e nem mesmo a História da Arte do Gombrich eu compraria em ebook, a princípio (porque pesa pra cacete, então o ebook ainda teria essa vantagem). Mas eu comprei as obras completas de Edgar Allan Poe no original por menos de R$3, sem frete, sem ter que esperar semanas pela entrega. Menos de um minuto, e eu tinha tudo ali. Toda a história, todo o conteúdo. O papel? Que me interessa o papel nesse momento? A história um dia foi oral, as histórias um dia foram contadas, e nem por isso todos somos ferrenhos defensores e consumidores de audiobook, somos? (a mim, me fazem dormir). O que me faz pensar numa frase que vi um dia destes nas redes sociais e que dizia algo mais ou menos assim:
"Tudo o que foi inventado antes de vc fazer dez anos faz parte do mundo, é normal. Tudo o que foi inventado entre os dez e os trinta e cinco anos é inovador e apaixonante. Tudo o que foi inventado depois que vc tem trinta e cinco anos não é normal, é contra a ordem natural das coisas."
Essa carapuça não serve em todo mundo, e eu sempre uso meus pais como exemplo. Papai tem 67 anos, tem twitter (reconheçamos, ele é viciado mesmo nisso), blog (e ele bloga SEMPRE, muito mais do que eu), smartphone, tablet. Minha mãe ainda se dá melhor com email que com Facebook, mas está sempre no whatsapp, resolve toda a vida no internet banking e já leu alguns ebooks no tablet do papai. E por isso mesmo é que eu acho tão triste e limitador ver gente mais nova do que eles, gente mais nova do que eu, aferrando-se ao livro de papel como se nunca tivesse ouvido rádio e visto televisão, como se nunca tivesse falado em telefone fixo e depois no celular, como se nunca tivesse mandado cartas e depois emails.
"Ah, mas não é a mesma coisa!"
Claro que não é, nem é pra ser! Na carta, vc tem a letra da pessoa, mas o email chega mais rápido. A televisão tem imagem, cara, mas nem por isso o rádio morreu, e vc continua ouvindo no carro.
Dê uma chance ao ebook. Não perca oportunidades de ler histórias porque a forma é nova, quando o que deveria te atrair é o conteúdo.
p.s.: Sim. É claro que escrevi tudo isto com o objetivo de fazer vcs lerem meus livros. Eu tenho tanta história pra contar que vcs nem imaginam. Por enquanto são quatro (clique aqui pra ver uma pesquisa pelo meu nome no site da Amazon, com todos os títulos lançados), mas é só o começo. Deve sair mais ainda este ano.
20 de jan. de 2014
*Onírico 10 - Teenage dream
Tem, né?
Há alguns anos comecei a escrever algumas histórias baseadas em sonhos que tive. É um tipo bem específico de sonho. Além de muito vívidos, eu nunca sou eu. Quer dizer, às vezes até acontecem coisas do meu ponto de vista, "na primeira pessoa", mas aquela pessoa não sou eu. Não tem meu nome, nem minha história, nem minha aparência, e faz coisas que eu nunca fiz, nem faria. Eu tenho vários sonhos assim, e é claro que nem todos prestam para virar histórias. Quando algum deles tem "potencial", invariavelmente eu fico "elaborando" aquele plot por dias. Falando sozinha, fazendo diálogos, organizando os fatos na minha cabeça, acrescentando e preenchendo as lacunas que a atividade onírica não se preocupa em resolver. E acabei começando a escrevê-los. Porque afinal...
Né?
E assim surgiu, timidamente, a série de histórias que eu chamo de "Oníricos". Confesso que o primeiro nunca criei coragem de escrever (quem comprou meu primeiro livro sabe disso), por uma série de razões que,enfim, não vêm ao caso. O segundo é graaaande, virou um romance, e ainda não terminei porque dá um certo trabalho. É muito legal, vcs vão adorar, mas aguardem um pouco mais, ok? O terceiro, quarto, quinto, sétimo estão publicados no primeiro volume da série, que é completado pelo décimo segundo, um caso raro de imediatismo, um sonho que virou Onírico em um só dia, sem elaboração nenhuma. O sexto está bem adiantado, mas ainda inacabado. O oitavo só foi sonhado e plotado, ainda não comecei. O nono está apenas iniciado. E aí veio o décimo.
Sonhei de 17 para 18 de janeiro de 2013, e fiquei o domingo inteiro bêbada de paixão. O mês inteiro. Em 18 dias a história estava escrita, e eu não desapaixonava de jeito nenhum. Me vinham cenas de depois do fim, os personagens insistiam em continuar vivendo na minha cabeça e à minha volta, mesmo depois de terminado o livro. O outro personagem exigia seu direito à sua própria versão, em seu idioma de origem.
Então sucumbi, né? Porque escrever é assim. Antes de pensar em leitor, em se dar a ler, se meter a publicar, vender e promover, escrever é como abrir aquela lata de leite de condensado porque é preciso que ela transborde logo ao primeiro golpe, ou periga espocar. É como aquela cirurgia no cérebro pra tirar o excesso de sangue, ou vc periga morrer. É preciso dar vazão ao que transborda, senão... nem quero saber. Depois que começa, não para.
E foi um ano inteiro, bêbada dessa paixão. Já lá se vão mais de mil páginas escritas dessa história (and counting!), e agora pari o começo dela para vcs. Comprem, leiam, riam, divirtam-se, apaixonem-se. Não tenho a ambição de mudar vossas vidas, mas se eu tornar vosso dia ou vossa semana melhor, já fico feliz. Porque...
Para comprar o livro, clique aqui. Para saber mais sobre como ler um livro para Kindle (quer vc tenha um Kindle ou não!), clique aqui. Se você quer a trilha sonora da Catarina, está aqui.
Há alguns anos comecei a escrever algumas histórias baseadas em sonhos que tive. É um tipo bem específico de sonho. Além de muito vívidos, eu nunca sou eu. Quer dizer, às vezes até acontecem coisas do meu ponto de vista, "na primeira pessoa", mas aquela pessoa não sou eu. Não tem meu nome, nem minha história, nem minha aparência, e faz coisas que eu nunca fiz, nem faria. Eu tenho vários sonhos assim, e é claro que nem todos prestam para virar histórias. Quando algum deles tem "potencial", invariavelmente eu fico "elaborando" aquele plot por dias. Falando sozinha, fazendo diálogos, organizando os fatos na minha cabeça, acrescentando e preenchendo as lacunas que a atividade onírica não se preocupa em resolver. E acabei começando a escrevê-los. Porque afinal...
Né?
E assim surgiu, timidamente, a série de histórias que eu chamo de "Oníricos". Confesso que o primeiro nunca criei coragem de escrever (quem comprou meu primeiro livro sabe disso), por uma série de razões que,enfim, não vêm ao caso. O segundo é graaaande, virou um romance, e ainda não terminei porque dá um certo trabalho. É muito legal, vcs vão adorar, mas aguardem um pouco mais, ok? O terceiro, quarto, quinto, sétimo estão publicados no primeiro volume da série, que é completado pelo décimo segundo, um caso raro de imediatismo, um sonho que virou Onírico em um só dia, sem elaboração nenhuma. O sexto está bem adiantado, mas ainda inacabado. O oitavo só foi sonhado e plotado, ainda não comecei. O nono está apenas iniciado. E aí veio o décimo.
[diálogo original do sonho, frases mantidas intactas no livro]
Sonhei de 17 para 18 de janeiro de 2013, e fiquei o domingo inteiro bêbada de paixão. O mês inteiro. Em 18 dias a história estava escrita, e eu não desapaixonava de jeito nenhum. Me vinham cenas de depois do fim, os personagens insistiam em continuar vivendo na minha cabeça e à minha volta, mesmo depois de terminado o livro. O outro personagem exigia seu direito à sua própria versão, em seu idioma de origem.
E foi um ano inteiro, bêbada dessa paixão. Já lá se vão mais de mil páginas escritas dessa história (and counting!), e agora pari o começo dela para vcs. Comprem, leiam, riam, divirtam-se, apaixonem-se. Não tenho a ambição de mudar vossas vidas, mas se eu tornar vosso dia ou vossa semana melhor, já fico feliz. Porque...
Para comprar o livro, clique aqui. Para saber mais sobre como ler um livro para Kindle (quer vc tenha um Kindle ou não!), clique aqui. Se você quer a trilha sonora da Catarina, está aqui.
31 de dez. de 2013
Meme literário 2013 - dia 31
Dia 31 - O livro do ano na sua estante é...?
E chegamos ao último dia do ano, e do meme literário. E o livro do ano não está exatamente na minha estante, mas no meu celular e no computador: The Cuckoo's Calling.
Quando você descobre que, sob pseudônimo, a sua escritora favorita se aventurou no seu gênero favorito, é difícil resistir, né? E eu fui cheia de expectativa, e ela não me decepcionou, como nunca me decepcionou (embora eu tenha algumas críticas ao início de Casual Vacancy, também lido este ano, ela totalmente se recupera!).
- pode seguir sem medo que é spoiler-free! -
O ritmo do policial é frenético, o humor está presente na dose certa, e até o sentimento e uma seduçãozinha light que combina exatamente com o gênero de policial que ela está escrevendo, e que é o tipo de policial que eu gosto, sem muita violência nem crueldade, mas com inteligência e engenho. Ela conhece o gênero, ela sabe o que está fazendo. E embora eu tenha matado a charada antes do final, isso não diminui o valor da charada. É só que eu tô muito habituada a policial, já, mas adoro mesmo assim.
O que eu mais gostei desse livro é que ela construiu o personagem principal - o delicioso Cormoran Strike, minha paixão literária de 2013 - e suas relações com todo o carinho que nos dá aquela esperança de que a coisa não vai parar por aí. Ou estou muito enganada, ou veremos Cormoran e Robin de novo proximamente. Oba!
Espero que tenham se divertido com o meme, eu me diverti! Tenham uma ótima passagem de ano e um 2014 muito feliz!
E chegamos ao último dia do ano, e do meme literário. E o livro do ano não está exatamente na minha estante, mas no meu celular e no computador: The Cuckoo's Calling.
Quando você descobre que, sob pseudônimo, a sua escritora favorita se aventurou no seu gênero favorito, é difícil resistir, né? E eu fui cheia de expectativa, e ela não me decepcionou, como nunca me decepcionou (embora eu tenha algumas críticas ao início de Casual Vacancy, também lido este ano, ela totalmente se recupera!).
- pode seguir sem medo que é spoiler-free! -
O ritmo do policial é frenético, o humor está presente na dose certa, e até o sentimento e uma seduçãozinha light que combina exatamente com o gênero de policial que ela está escrevendo, e que é o tipo de policial que eu gosto, sem muita violência nem crueldade, mas com inteligência e engenho. Ela conhece o gênero, ela sabe o que está fazendo. E embora eu tenha matado a charada antes do final, isso não diminui o valor da charada. É só que eu tô muito habituada a policial, já, mas adoro mesmo assim.
O que eu mais gostei desse livro é que ela construiu o personagem principal - o delicioso Cormoran Strike, minha paixão literária de 2013 - e suas relações com todo o carinho que nos dá aquela esperança de que a coisa não vai parar por aí. Ou estou muito enganada, ou veremos Cormoran e Robin de novo proximamente. Oba!
Espero que tenham se divertido com o meme, eu me diverti! Tenham uma ótima passagem de ano e um 2014 muito feliz!
E comprem meu livro!! :D
14 de dez. de 2013
Meme literário 2013 - dia 14
Dia 14 - "Nosso amor é impossível!" - conte sua história de amor por um personagem literário.
Quanto tempo vocês têm? :P
Gente, são inúmeros amores... Sherlock Holmes, vocês podem pensar, mas até que não. Não é sedutor o suficiente, minha história com ele nunca foi por aí,ao menos não nos livros. Cormoran Strike, de Cuckoo's Calling, sim. Rolou uma química. Eu também tinha uma queda pela Robin. Big ship. Arsène Lupin, sem a menor dúvida. E ele tem aquela pitada de deboche, é fatal. Anne Beddingfeld, de O Homem do Terno Marrom, também é um amor antigo. Meu tipo de garota.
Cormoran Strike foi uma paixonite de 2013.
Sally Owens, de Da Magia À Sedução, também é apaixonante. E no caso do livro Au Bonheur des Dames, difícil dizer se eu gostava mais de Octave Mouret ou de Denise Baudu, mas acho que Mouret ganha. Christine Daaé, do Fantasma da Ópera, surpreendeu-me no livro sendo tão atraente e encantadora quanto o Fantasma. Eça de Queiroz é um problema... Carlos Eduardo e Maria Eduarda (Os Maias), eu amava os dois. Vítor (A Tragédia da Rua das Flores) eu amei ainda mais, e Genoveva tinha algo que me repelia e atraía ao mesmo tempo. Forte.
Mas nada se compara a um personagem criado por mim. É horrível o quanto me apaixono por meus próprios personagens. É doente. Só penso neles, vivo acompanhada deles, penso neles e sorrio sozinha no carro ao ouvir uma música no rádio, é positivamente patético! Sem dúvida o caso mais mais grave, de um amor fundo, imorredouro, sagrado, sacramentado é Ventura Fontain. Quase na mesma proporção, Alexandre Fontain. Não tem comparação, nem entre meus personagens, o quanto estes dois me marcaram o coração a ferro em brasa. Mas Jesse Yoll, Catarina, Júlio Garcia, Suellen Luciana, Mario Cesar Blanco e CristinaNobre, Elisa, Peter, Bernardo e Clarissa, Vinícius e Nanda, Angélica e Pedro, todos eles tiveram seus dias de fazer meu coração disparar, uns mais,outros menos, uns por mais tempo, outros mais fugazes.
Não deixe de acompanhar o meme literário 2013 também em:
http://batatatransgenica.wordpress.com/
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9 de dez. de 2013
As trilhas dos *Oníricos
Então você já comprou seu exemplar dos primeiros *Oníricos publicados, certo?
http://www.amazon.com.br/On%C3%ADricos-Bruna-Guerreiro-ebook/dp/B00H6OZS9G/ref=sr_1_1?s=digital-text&ie=UTF8&qid=1386589488&sr=1-1
E agora você quer acompanhar a trilha sonora,certo? Pois aqui estão os links de todas as playlists!
Onírico 3 - "Só o essencial" ou O critério de Masha
https://www.youtube.com/playlist?list=PLO1RCaMW_CM0Fb7r8xTb0b-xn4v4n-kQo
Onírico 4 - A educação de Pedro e Angélica
https://www.youtube.com/playlist?list=PLO1RCaMW_CM1dGid3b6ru269Gh_ou250G
Onírico 5 - "Somos todos umas fraudes" ou a teoria e a prática
https://www.youtube.com/playlist?list=PLO1RCaMW_CM14P88LPSwb7gwxwmox7dot
Onírico 7 - Conto açucarado de Natal
https://www.youtube.com/playlist?list=PLO1RCaMW_CM2zFaumjRnl8xqU5xkZn8fx
Onírico 12 - Desconvite, desencaixe - O caso oblíquo
https://www.youtube.com/playlist?list=PLO1RCaMW_CM1pxovSFU2kBPZCLn-lpske
8 de dez. de 2013
Meu primeiro livro
Percebeu que tem uma aba nova ali em cima? Pois é, eu dei a cara a tapa e publiquei. Tô na Amazon, em book, então bora me ler, né? Afinal vcs já me leem por aqui, já são meus leitores. :D
Você pode clicar na imagem ou aqui para ir direto para a página de compra do livro na Amazon, ou explorar as dicas em Meu livro para instalar seu leitor Kindle.
Me acompanhem nesta jornada, este é só o começo!
Me acompanhem nesta jornada, este é só o começo!
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