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17 de nov. de 2011

Meme literário - dia 17

Dia 17 – Cite um livro que você achou que iria gostar e acabou não gostando. Fale sobre ele.



Isso aí sim, aconteceu muitas vezes. Monte Cinco, por exemplo. Eu tinha lido até então todos os livros do Paulo Coelho e sempre gostei de todos. Brida é provavelmente um dos cinco livros que mais vezes eu li na vida. Mas Monte Cinco é uma porcaria, um saco, e não consegui passar do primeiro capítulo.



O Tesouro de Rennes-le-Château também, comecei a ler porque o tema me interessava muito, desde que li O Santo Graal e a Linhagem Sagrada, mas no fim a escrita era chata e não era nada do que eu esperava. Abandonei também.

16 de nov. de 2011

Meme literário - dia 16

Dia 16 – Cite um livro que você achou que não iria gostar e acabou adorando. Fale sobre ele.

Acho que não comecei a ler nenhum livro achando que não ia gostar. Mas Persépolis (Marjane Satrapi) é um que eu não tinha muitas expectativas (curiosamente é um dos poucos livros emprestados que li) e acabei gostando muito. Não esperava que fosse tão divertido, porque não gosto muito de livro que é só engajado, e foi bem diferente do que eu pensei.


15 de nov. de 2011

Meme literário - dia 15

Dia 15 – Qual é o seu vilão literário favorito? Por que?

Gosto muito de Sir Eustace Pedler, o vilão de O Homem do Terno Marrom, da Agatha Christie. Acho que porque no começo a gente nem sabe que ele é vilão, e é espirituoso, gosto da personalidade dele.

Mas se a pergunta for sobre o melhor vilão, o que é mais vilão, o mais bem-feito e bem-acabado vilão, teria de ser Dolores Umbridge. Porque ela é tão assustadoramente real.


14 de nov. de 2011

Meme literário - dia 14

Dia 14 – Se você pudesse fazer uma pergunta para o seu escritor preferido (vivo ou morto), qual seria o escritor e qual seria a pergunta?

Não seria bem uma pergunta. Eu queria que a JK Rowling me contasse mais sobre o processo de produção do Harry Potter, como organizava os personagens, se ela já sabia desde o princípio tudo o que ia acontecer, como fez para que nenhum pequeno detalhe escapasse e tudo fizesse absolutamente sentido até o fim.

Diga tudo, garota!
[foto do site da Contigo]

13 de nov. de 2011

Meme literário - dia 13


Dia 13 – Se você pudesse trocar de lugar com o personagem de um livro, qual seria? Que história dessa personagem você gostaria de viver?



Estou na dúvida entre Hermione Granger, mas eu sou meio medrosa e ela passa por uns perigos bem graves, Jane Marple, e aí seria difícil escolher a história, porque o que eu acho fantástico é poder descobrir esse monte de coisas que ela descobre assim, só observando as pessoas e sem obrigação alguma, e Bastian Baltasar Bux, afinal ele entra num livro e reconstrói um mundo a partir de seus desejos. 


Minha Miss Marple favorita


Mas acho que fico com o padeiro Hans, de O Dia do Curinga (Jostein Gaarder). É meu livro favorito na vida, e só pela possibilidade de ver de perto o trabalho de Frode, a ilha, as cartas, vivenciar o dia do Curinga, acho que nada bate isso.


Jostein Gaarder

12 de nov. de 2011

Meme literário - dia 12

Dia 12 – Se você pudesse conhecer um lugar/mundo que só existe nos livros, qual seria? Por que?
Hogwarts. Hogwarts sem dúvida nenhuma. Oh, siiiim, Hogwarts com certeza. Se o ônibus fizer paradas para as compras, que sejam no Beco Diagonal e em Hogsmeade. Hogwarts foi um dos lugares mais perfeitamente bem descritos que eu já li na vida, e, meu deus, é uma escola, e eu queria frequentar aquelas aulas, cantar no coral, comer nas mesas enormes no Halloween, bater papo à beira do lago, assistir um jogo de quadribol. Enfim.

Draco dormiens nunquam titillandus

11 de nov. de 2011

Meme literário - dia 11

Dia 11 – Cite um livro que fez você rir. Fale um pouco sobre ele.

Os livros que mais me fizeram rir na vida foram os três que li do PG Wodehouse. Quando leio em público, passo vergonha invariavelmente. O que mais gosto dele é o vocabulário, o estilo, o jeito de falar. Às vezes a coisa mais boba, quando dita pelo Bertie ou pelo Jeeves se tornam a piada mais hilária do mês.


Qualquer um do Le Petit Nicolas também me arranca risadas. A lógica infantil masculina é tão absurda e ao mesmo tempo tudo parece tão ridiculamente simples praqueles meninos!


10 de nov. de 2011

Meme literário - dia 10

Dia 10 – Se você pudesse escolher um único livro para ganhar/comprar até o final do ano, qual seria?

Acho que seria Mil Mágicas, de Diana Wynne Jones.


9 de nov. de 2011

Da USP e dos preconceitos que eu também tenho

Pois é. Eu vinha, até agora, abstendo-me de opinar publicamente (interneticamente, digo) sobre os episódios da USP, simplesmente porque não é o tipo de episódio em que eu acho que se possa confiar totalmente na versão da velha mídia (poucos são), e como era a fonte que eu tinha, abstive-me.

Mas agora resolvi falar. Ui. Nada grave, minha gente.


Fui FFLCH, antes disso fui CFCH, e pra quem não sabe, isso é a FFLCH da Federal do Pará. Tive duas experiências de universidades públicas, em Belém e em São Paulo, e só vou falar do que sei.

Não fiz parte do movimento estudantil (com isso digo que não me candidatei a nada), mas votei quando foi preciso, em diversos tipos de pleitos, tinha opinião, tinha amigos nas chapas, conheci vários tipos de pessoas, e posso dizer que a História da UFPA era muito mais ativa politicamente que a da USP. Na USP, já ia de longe avançando o processo (triste) de despopularização da universidade pública. Com esse floreio quero dizer que em Belém, quando eu era universitária, tinha muito mais gente pobre na universidade pública que na privada, e em São Paulo já era o contrário, porque via de regra o cara que tinha estudado no colégio pior não dava conta de passar na FUVEST e tinha que ralar pra pagar uma universidade privada. Isso já muda o perfil da galera.

O pessoal da UFPA já tava trabalhando, tinha que dar aula, estudei com gente que mal tinha dinheiro pra pagar o ônibus pra ir pra universidade, juro. Eu era uma das únicas pessoas com carro e celular em 97 na Federal. Já na USP, era difícil achar vaga pra estacionar no prédio da História.

Conheci sim, muito vagabundo. Engajados ou não, pq tb tem o cara que não tá nem aí pra estudar e nem por isso tá no movimento. Não liga pra nada. Infelizmente muita gente só quer balada, bebida e sexo. Não faz meu tipo. Também vagabundeei, mas meu estilo era mais a preguiça que o forró de sexta do Vadião (pra quem conhece a UFPA, dispensa apresentações).

Tem vagabundo no movimento estudantil? Claro que tem, né? Mas num tem em todo canto? Às vezes eu me irritava com a chatice do movimento, que pode ser muito chato sim senhor, e achava patético aquele povo fumando largado num sofá do Aquário (pra quem conhece a História-Geografia da USP, dispensa apresentações) em vez de estarem na aula. Bom, mas morei anos na frente do Mackenzie e achava igualmente patéticos os alunos bebendo cachaça direto da garrafa dentro de um saquinho do Pão de Açúcar, como se fossem mendigos. A juventude desperdiçada sempre me angustiou e irritou. Sim, eu sou CDF. Já perdi a vergonha disso faz tempo.

E eu tinha medo da violência. Houve casos de estupro tanto na UFPA quanto na USP no meu período de universitária. Em princípio, eu não veria mal algum em ter policiamento no campus, sinceramente. Repito: não sei como era a situação, não sei se havia reclamações fundamentadas dos estudantes a respeito dessa convivência antes do episódio virar notícia. Outra coisa que acho é que nada justifica a depredação do patrimônio público. Tem uma boa razão, quer ocupar, quer protestar? Tem todo o meu apoio. Esforce-se para não perder a razão e, com isso, o argumento. Quando se é jovem, porém (e eu não esqueço que já fui), pouca coisa é mais fácil do que perder o limite.

Quem detém a força também pode perder o limite, todos podem, e eu também conheço um pouco do tamanho do preconceito que boa parte dos policiais aprende a ter contra os estudantes. Não esqueçamos de colocar isso na equação.

Conflito de gerações faz o mundo andar, mudar. É natural e saudável. Existe dentro do jovem a vontade de mudar alguma coisa, de questionar, e quando não aparece nada de realmente grave (sim, tipo, derrubar uma ditadura, como todos estão comentando), essa força pode sim acabar sendo usada pra coisas menores. Ela pode, no entanto, começar com algo menor (vide Maio de 68) e se desenvolver como algo imenso. O senso político não deve morrer durante a democracia, ok?

Lutar pelo direito de fumar maconha no campus? Sinceramente, acho isso uma bobagem. Mas quem disse que a coisa toda se encerra nisso? Eu não disse, porque eu não sei.

P.S.: Não falei dos meus preconceitos? Bom, eu desenvolvi um certo preconceito contra os estudantes envolvidos no movimento estudantil, porque a maioria dos que conheci não queriam saber de mais nada na vida, só de jubilar. Não procuravam entender outras opiniões e gostavam de se fazer de vítimas do mundo, coisa que acho das mais feias no mundo. Mas eu sempre estou atenta aos meus preconceitos. Ou tento estar.

Meme literário - dia 09

Dia 09 – Você costuma ficar com todos os livros que compra? O que faz com aqueles que não gosta? Troca? Dá? Fica?

Sempre fico com os livros que compro. Sabe que isso me fez refletir? Acho que devia realmente pôr alguns na roda, deixar num banco de praça, sei lá. Ah, e uma vez vendi dois livros pruma banquinha de usados. Era estudante e tava precisando de grana. Um deles nem era meu. Era de um ex-namorado que tinha deixado umas coisas na minha casa. Bem-feito.