Eu me considero feminista. Não é algo que nasce na gente, muito pelo contrário. Nascemos TODOS numa sociedade onde manda o homem, onde a mulher é segunda classe, onde os papeis são SIM AINDA repartidos desigualmente pois há uma diferença de importância e hierarquia entre o papel da mulher e o papel do homem. Para minha sorte, nasci numa família onde mulher tem vez e voz (somos muitas) e nunca vi nem vivi situações em que fui discriminada nem diminuída por ser mulher. Minha mãe sempre trabalhou fora e por muito tempo ganhou mais do que meu pai. Ele nunca demonstrou ressentimento com isso e eu e minha irmã não fomos criadas "pra casar". Fomos criadas pra fazermos o que quiséssemos. Ambas casamos. Eu trabalho e minha irmã é dona de casa. E ela teve que enfrentar um tanto de preconceito da nossa geração por causa dessa escolha. Não esqueça que isso também é cruel, cada um faz o que quer de sua vida, e quando vc critica uma mulher que escolheu não trabalhar fora e ser dona de casa e mãe você também está corroborando a ideia de que essa é uma função "menor". E não é.
Anyway. Acontece que dias atrás eu li este post do Sakamoto e confesso que num primeiro momento me perguntei se a moça não tinha sido meio agressiva demais na resposta. Não que ela não tivesse razão, mas porque eu às vezes acho que dependendo do modo como você responde a esse tipo de comentário ("Já pode casar!"), essas coisinhas repetidas há séculos, sem pensar, você pode ou fazer a pessoa parar pra pensar no que disse ou fazer a pessoa reagir com uma agressividade que nem estava presente de início, achando que vc é chata e cricri e tal. Não é questão de q vc tenha q evitar passar por chata. É questão de resultado. De acreditar no seu poder de fazer pelo menos aquele cara parar pra pensar uma vez só nessa frase que ele repete como papagaio. É o que eu penso, nem sempre o que faço.
Mas é difícil. Porque dói na alma (porque pra mim nunca doeu na carne, o que é sorte minha) confrontar uma cena de machismo corriqueira como essa, essas coisas que vc ouve da sua tia quando leva uma sobremesa gostosa pro almoço de família, que nem dói, mas vai criando ninho, vai se repetindo, com outras cenas. Estupros em transporte público, coisa de quadrilha, gente que se organiza pra violentar mulheres em trens e metrôs. E a maldita pesquisa do Ipea, noticiada à exaustão, a exposição de uma verdade medonha que vemos e ouvimos todo santo dia, no salão, em família. Mulher que não se dá o respeito. Mulher pra casar. Mulher que "tá pedindo".
Mulheres são vítimas de julgamento CONSTANTE. O tempo todo, em todos os aspectos. Como falam, como se vestem, como se sentam. Quando fiquei grávida, eu queria muito ter uma menina. Eu coleciono bonecas e, apesar de não ver problema algum caso meu filho queira brincar com minhas bonecas, julguei que uma menina poderia aproveitar melhor as centenas de Barbies que tem nesta casa. Daí que estou esperando um menino, e não foi uma decepção, de verdade. O pior foi a quantidade de vezes que já suspirei aliviada por saber que, SÓ POR SER MENINO, eu vou ficar mil vezes menos preocupada quando for andar de ônibus, andar à noite sozinho. Não vou ter que ensinar a "fechar as pernas" quando estiver de saia. Ficar ensinando a se cobrir, vestir uma blusa no calor, mesmo quando os meninos, todos ainda crianças, meu deus!, estão só de shortinho. Que mundo, meus amigos. Que mundo. Por isso é que discordo daquela bonita frase "não se nasce mulher, torna-se". Não. Você nasce mulher, sim. É a sua primeira condição nesta sociedade, o seu gênero. E a letra dos seus cromossomos determina o perigo que você corre, a forma como será vista, do que será cobrada, o que esperarão de você. Te joga em estatísticas assustadoras, te faz ouvir merda pela vida afora e, invariavelmente, te coloca no papel de repetir muita dessa merda que te oprime com a tua própria boca, porque a gente não nasce toda cheia de senso crítico, e aos 12, 15 anos o que vc faz mesmo é reproduzir muito do que vc escuta dos adultos.
Em algum momento da minha vida eu certamente "elogiei" alguma mulher que cozinhava bem dizendo que ela "já podia casar". Peço desculpas a ela, e a mim, que também sofri ao dizer isso. Com certeza eu disse isso antes de casar. Eu não sabia nem fazer arroz. Meu marido nunca achou que eu tinha obrigação de saber fazer arroz. Nem de fazer o arroz. Ele fazia. Minha sogra foi dona de casa a vida toda, meu sogro da PM. Todas as desculpas pra um marido de cabeça tacanha? Pois não é.
O que, SIM, é sorte minha também. Não sejamos hipócritas. Um homem que se cria fora do machismo é uma raridade, e isso não é "culpa deles". A reprodução do discurso da sociedade machista, mesmo quando um discurso não violento, está em todas as bocas, não dá pra excluir todo mundo. Amar um homem, casar com ele, também é dar a ele a oportunidade de VER uma mulher, de VIVER com uma mulher. Uma mulher que vai sangrar, gerar filhos, que vai gostar de sexo (e ele vai adorar isso, nunca vai achar que é desaconselhável e despudor!), que talvez adore futebol (meu deus, dei muita sorte com essa mulher!) e discuta política, que elogie a comida dele a ponto de ele se sentir orgulhoso e se permitir gostar de fazer isso, que lhe bote em pé de igualdade nas escolhas e decisões sobre o filho e a casa, que lhe traga suas questões e reclamações do trabalho, como as que ele também tem, e que ao longo dos anos deixe muito claro que o universo feminino não é o que ensinaram pra ele. É mais amplo, menos limitado, mais interessante.
Criar homens para o feminismo é uma missão muito muito recente, talvez só a minha geração é que já esteja atenta a isso. Porque ensinar a uma menina o que é o feminismo, visto que ela é quem cresce sob a opressão, é mais fácil. Ela enxerga. Ela tem medo. Ensinar ao opressor sobre a opressão é muito mais difícil. A vida dele é mais fácil. Ele pode usar camisa ou não. Ninguém vai achar que ele é um despudorado. Ele pode se barbear ou não. Ninguém vai achar que é falta de higiene. Nunca ninguém disse pra ele fechar as pernas quando as cruza. Nunca ninguém disse pra ele que "pra ficar bonito tem que sofrer mesmo", enquanto lhe arranca um bife da unha ou a cera quente da virilha. Como é que ele vai entender? Como é que ele vai entender que isso (fazer unha, depilar) não são exatamente coisas que escolhemos fazer? Na melhor das hipóteses, são coisas que escolhemos NÃO fazer, mas fomos ensinadas que era preciso fazer, que fazia parte do nosso pacote. A gente sangra todo mês, e isso é nojento e cheira mal e vc nunca deve ficar falando sobre isso. É feio mulher fumando, falando palavrão. Pelos pubianos aparecendo pelos cantos do biquíni, que horror! Se for da sunga, tudo bem. Aquela trilhazinha que chamam até de "caminho da felicidade", porque pica todo mundo quer, né? Claro.
Aí aqueles mesmo homens que já um dia disseram sobre alguma feminista chata (gente, existe feminista chata, ok?) "isso é falta de pica" ou "é mal-comida", ficam genuinamente chocados com uma pesquisa feito essa do Ipea. Eles nunca estupraram ninguém! Isso é crime, porra! É onde se traça o limite. Na lei. (Porque não existe lei que o impeça de encher o saco da namorada ou da irmã porque a saia dela é curta, né?) E é quando começam a surgir frases como "isso não é homem de verdade, é um monstro,é um bicho, é um doente"... Coitados. É o desespero desses homens, a necessidade urgente de se dissociar dos que praticam essa violência última, o estupro. "Não, eu não sou como eles. Eu nem mesmo corro o risco de um dia ser um deles, porque são doentes, têm problemas, são animais". É o mesmo que ocorre com o ser humano em geral diante de outras violências chocantes, diante de assassinos cruéis, mães que abandonam ou torturam filhos. A sentença é rápida, e provoca alívio: "um monstro". Você retira a natureza humana daquele sujeito e de repente se sente seguro. Você nunca fará nada daquilo.
Mas talvez você veja um vídeo pornô que contenha violência contra a mulher. Talvez você fique excitado, ainda que à sua revelia. Talvez você bata uma punheta, talvez até chore de culpa no chuveiro depois disso. Não é melhor você enfrentar? Entender que a tolerância à violência contra a mulher está dentro de todos nós? De você, de mim? Só assim temos alguma chance de erradicar a tolerância e tornarmo-nos, finalmente, completamente intolerantes.
31 de mar. de 2014
26 de mar. de 2014
Uma nostalgia tão cega
O presente tem sido sempre tão cruel consigo mesmo. Incomoda-me muito o excesso de nostalgia, algo recorrente sempre, mas tão difundido nas redes sociais. Os antigamentes sempre parecem melhores do que os hojes, e não entendo por quê. Você veja bem o filme Meia-Noite em Paris, é bem isso, né? Cada qual achando que o melhor dos tempos é um tempão atrás. Pipocam no Facebook coisas do tipo "se vc fez isso vc teve infância", acompanhados de comentários do tipo "as crianças de hoje blablabla-qualquer-merda".
Será que vc se dá conta do quanto está sendo cruel? Não só com as crianças de hoje, decretando que elas não têm infância ou têm uma infância de segunda categoria, se comparada à sua. Mas com vc mesmo. Com a sua idade adulta, que por acaso é a fase da sua vida em que vc há de passar mais tempo. E por quê? Pra quê?
Por alguma razão foi ficando gravado nas leis tácitas desta sociedade que a infância deveria ser encarada como uma fase doce e encantada, e a transição para a idade adulta deveria ser um conjunto de desilusões e endurecimentos de alma e caráter. Porque fomos convencidos de que era preciso abandonar certos gostos e prazeres infantis para nos tornarmos adultos, e então é claro que isso gera nostalgia. Porque em determinado momento nos fizeram sentir vergonha de brincar de boneca, não era mais coisa pra nossa idade. Ou de chorar quando dói, porque "vc já é uma mocinha/um rapazinho". A gente vai engolindo isso e vai achando a vida uma merda, e de repente a infância parece tão distante e tão linda e perfeita.
Só que, pra começar, não era. Do mesmo jeito que na idade adulta, a gente era obrigado a fazer coisas que não queria, como ir à escola, tomar banho, ir dormir cedo, parar de brincar pra fazer a lição, tomar injeção. A gente sofria com as desilusões e dores da vida, como separação dos pais, morte dos avós ou animais de estimação, briga com amiguinhos, um brinquedo favorito quebrado ou quando nosso time perdia vergonhosamente na escola. E se tudo isso era compensado pela magia da infância, eu vos pergunto: onde morava essa magia da infância?
Dentro das nossas cabeças. Na nossa visão do mundo. Na nossa esperança, na nossa fé nas pessoas, nos nossos sonhos.
Quem te mandou abrir mão de tudo isso? Quem te disse que vc não tinha mais direito a sonhar acordado, a fantasiar a realidade à sua volta?
Você tem direito. Dentro da sua cabeça, ninguém manda, só você. E se hoje você tem que trabalhar e pagar contas, lembre-se de que, muito mais do que na infância, os sapos que você engole são muitas vezes decorrências de escolha que VOCÊ fez, e não que alguém fez por você, o que torna (ou deve tornar) o sapo bem mais deglutível. Um relacionamento, um emprego, o que seja. Na idade adulta a sua escolha tem papel muuuuuuito maior na sua vida do que tinha quando vc era criança! Hoje você pode conhecer uma nova cidade e pensar "cara, que lugar fantástico, eu queria morar aqui!", e isso PODE acontecer. Vc não tem q pedir permissão a ninguém, vc tem apenas q se programar, se planejar, estudar, trabalhar, fazer o que for necessário, mas vc pode. Ninguém te impede.
Vc pode brincar, vc pode sonhar, vc pode comer brigadeiro se estiver doente, chorar de dor e de tristeza e de vergonha, vc pode. Reveja tudo o que a idade adulta te "tirou", reflita se vc realmente tem q viver sem isso. Se devolva. Se devolva uma boneca, se devolva um desenho animado. O que vc tinha de seu quando era criança era seu, não era emprestado, vc não tinha que devolver a ninguém. E creia, nunca devolveu. Tá tudo aí dentro, ainda. Saudoso e nostálgico, só esperando por você.
15 de mar. de 2014
Os livros lidos em 2013
Devendo horrorosamente a lista de livros lidos em 2013, hein? Então vamos lá!
Como sempre, devo avisar que não está exatamente na ordem da leitura, porque às vezes eu esquecia e, bom... Vcs sabem como é.
1) Fifty Shades Darker
2) Fifty Shades Freed
Eu quis terminar de ler a trilogia, até porque não achei o primeiro ruim, achei legalzinho. Mas aí começou a ficar ruim mesmo. O terceiro é totalmente desnecessário.
3) Bêbado Gonzo
Crônicas de um jovem autor paraense, Anderson Araújo. Interessante!
4) A esposa do veneziano (R)
Releitura, porque sim, porque Nick Bantock.
5) Um brinde de cianureto
Um da Agatha que curti demais!!
6) La folle de Maigret (G.Simenon)
Meu segundo do Maigret. Muito bom.
7) A mão misteriosa
Agatha. Já conhecia a história, já tinha visto o filminho, mas fiquei mais envolvida com os personagens principais no livro. Muito legal!
8) Henry the Fifth
Minha promessa eterna de ler um Shakespeare por ano. Não cumpro, é claro, mas este ano, por motivos de "escrevendo Jesse & Catarina", li Henry The Fifth. Ter um personagem que é ator & inglês eleva seu nível... :P
9) The Cuckoo's Calling
O LIVRO DO ANO.
O que é que eu vou dizer deste livro além de JOANNE, YOU ROCK!!? A trama já é boa, mas o estilo é ainda melhor! E a velocidade? E a construção de personagens?? E a construção das relações dos personagens?? Cormoran Strike virou minha absoluta obsessão, eu quase me dispus a escrever fanfic dele, pra ver o nível da minha doença.
You go girl! I mean...*ahem* Mr. Galbraith.
10) Casual Vacancy
Que livro excelente!! Ainda estamos falando da mesma pessoa?? Ah, acho que sim. Versátil, essa danada! Denso. O começo do livro não é fácil, é meio arrastado. Bronqueei um pouco com o modo como ela foi apresentando os personagens, achei meio confuso, não facilitou o processo mental de ir caracterizando cada um (ou cada lar/família), ficou todo mundo numa massa muito homogênea. De certo modo isso foi interessante mais pra frente, porque fica bem claro que num microcosmo como aquele, na fachada todo mundo realmente se parece, mas como sempre Joanne constrói personagens BRILHANTEMENTE. Do meio pro final não se larga mais o tijolo (o meu era de capa dura, socorro!), e o final é de socar o seu estômago. Não perca. Em pt: Morte Súbita.
11) Métronome
Gente, realmente eu não sou talhada pra não-ficção. A lerdeza com que li esse delicioso livro do Lorant Deutsch não deve depor contra o livro! É muito legal, sim, acreditem! O estilo é leve e gostoso de ler. Li algumas críticas à "pesquisa" dele (o livro, caso não saibam, conta a história de Paris através das suas estações de metrô), mas acho q se deve encarar como obra de um apaixonado diletante. Ele não é historiador. Em pt: Próxima Estação, Paris.
12) Arsène Lupin Gentleman Cambrioleur
Mais um que li por causa do Jesse. É o primeiro do Lupin, e é sensacional!! Já é um dos favoritos.
Oh wait. Quase todos dele se tornam meus favoritos... Acho que só o da Cagliostro não me pegou tanto.
13) Café preto
Da Agatha. Eu gostei muito de algo nesse livro, acho que é do clima, do ambiente, não sei especificar. Mas a trama não me cativou. É curtinho.
14) Enquanto houver luz
A verdade é que raramente gosto das coletâneas de histórias curtas da Agatha. Só algumas do Poirot.
15) O homem do terno marrom (R)
Eu tava doente e reli meu favorito da Agatha, simples assim.
16) Cartas na mesa
Já tinha visto o filme, e o revi logo depois. Ambos bons, filme e livro.
17) Um gato entre os pombos
Não é dos meus favoritos da Agatha, não...
18) Sherlock Holmes (complete works)
Terminei minha releitura das obras completas a tempo da nova temporada de Sherlock! Acho que nunca tinha relido os últimos contos. E já quero reler tudo de novo... Eu realmente AMO Sherlock.
19) Vida encantada (R)
20) As vidas de Christopher Chant (R)
21) Os magos de Caprona (R)
Resolvi incluir Os magos de Caprona nas minhas releituras esporádicas de Diana Wynne Jones. Me fez decidir que realmente preciso ler outras coisas dela, e já estou providenciando isto em 2014. :)
22) Toda sua (Sylvia Day)
Daí que duas amigas que tinham lido Fifty Shades disseram que essa trilogia Crossfire era nesse estilo porém melhor. Achei horrível. Não consegui nem sentir empatia pelos personagens. Sabe quando vc não tem vontade de continuar lendo nem pra saber o que acontece com eles? Eu pouco me importei se iam continuar juntos ou morrer de acidente de ônibus. Mal dá pra dizer que li esse livro. Pulei um monte de coisas, só li mesmo as cenas de sexo. Boas.
23) Stille Nacht
Livrinho adaptado de alemão. Cabô meu curso. :(
24) Les bagarres du Petit Nicolas
Cada vez mais próxima do fim, e portanto mais próxima de começar a reler Petit Nicolas!
25) O diário de Pilar na Amazônia
26) O diário de Pilar no Egito
Dois bons infantis nacionais.
É isso aí, gente. Pro tanto que escrevi em 2013 até que eu li bastante, mais do que eu imaginava. Não esperem muuuuito de 2014, não. Vou depender de negociações com meu bebê que vai nascer mês que vem. :D
Como sempre, devo avisar que não está exatamente na ordem da leitura, porque às vezes eu esquecia e, bom... Vcs sabem como é.
1) Fifty Shades Darker
2) Fifty Shades Freed
Eu quis terminar de ler a trilogia, até porque não achei o primeiro ruim, achei legalzinho. Mas aí começou a ficar ruim mesmo. O terceiro é totalmente desnecessário.
3) Bêbado Gonzo
Crônicas de um jovem autor paraense, Anderson Araújo. Interessante!
4) A esposa do veneziano (R)
Releitura, porque sim, porque Nick Bantock.
5) Um brinde de cianureto
Um da Agatha que curti demais!!
6) La folle de Maigret (G.Simenon)
Meu segundo do Maigret. Muito bom.
7) A mão misteriosa
Agatha. Já conhecia a história, já tinha visto o filminho, mas fiquei mais envolvida com os personagens principais no livro. Muito legal!
8) Henry the Fifth
Minha promessa eterna de ler um Shakespeare por ano. Não cumpro, é claro, mas este ano, por motivos de "escrevendo Jesse & Catarina", li Henry The Fifth. Ter um personagem que é ator & inglês eleva seu nível... :P
9) The Cuckoo's Calling
O LIVRO DO ANO.
O que é que eu vou dizer deste livro além de JOANNE, YOU ROCK!!? A trama já é boa, mas o estilo é ainda melhor! E a velocidade? E a construção de personagens?? E a construção das relações dos personagens?? Cormoran Strike virou minha absoluta obsessão, eu quase me dispus a escrever fanfic dele, pra ver o nível da minha doença.
You go girl! I mean...*ahem* Mr. Galbraith.
10) Casual Vacancy
Que livro excelente!! Ainda estamos falando da mesma pessoa?? Ah, acho que sim. Versátil, essa danada! Denso. O começo do livro não é fácil, é meio arrastado. Bronqueei um pouco com o modo como ela foi apresentando os personagens, achei meio confuso, não facilitou o processo mental de ir caracterizando cada um (ou cada lar/família), ficou todo mundo numa massa muito homogênea. De certo modo isso foi interessante mais pra frente, porque fica bem claro que num microcosmo como aquele, na fachada todo mundo realmente se parece, mas como sempre Joanne constrói personagens BRILHANTEMENTE. Do meio pro final não se larga mais o tijolo (o meu era de capa dura, socorro!), e o final é de socar o seu estômago. Não perca. Em pt: Morte Súbita.
11) Métronome
Gente, realmente eu não sou talhada pra não-ficção. A lerdeza com que li esse delicioso livro do Lorant Deutsch não deve depor contra o livro! É muito legal, sim, acreditem! O estilo é leve e gostoso de ler. Li algumas críticas à "pesquisa" dele (o livro, caso não saibam, conta a história de Paris através das suas estações de metrô), mas acho q se deve encarar como obra de um apaixonado diletante. Ele não é historiador. Em pt: Próxima Estação, Paris.
12) Arsène Lupin Gentleman Cambrioleur
Mais um que li por causa do Jesse. É o primeiro do Lupin, e é sensacional!! Já é um dos favoritos.
Oh wait. Quase todos dele se tornam meus favoritos... Acho que só o da Cagliostro não me pegou tanto.
13) Café preto
Da Agatha. Eu gostei muito de algo nesse livro, acho que é do clima, do ambiente, não sei especificar. Mas a trama não me cativou. É curtinho.
14) Enquanto houver luz
A verdade é que raramente gosto das coletâneas de histórias curtas da Agatha. Só algumas do Poirot.
15) O homem do terno marrom (R)
Eu tava doente e reli meu favorito da Agatha, simples assim.
16) Cartas na mesa
Já tinha visto o filme, e o revi logo depois. Ambos bons, filme e livro.
17) Um gato entre os pombos
Não é dos meus favoritos da Agatha, não...
18) Sherlock Holmes (complete works)
Terminei minha releitura das obras completas a tempo da nova temporada de Sherlock! Acho que nunca tinha relido os últimos contos. E já quero reler tudo de novo... Eu realmente AMO Sherlock.
19) Vida encantada (R)
20) As vidas de Christopher Chant (R)
21) Os magos de Caprona (R)
Resolvi incluir Os magos de Caprona nas minhas releituras esporádicas de Diana Wynne Jones. Me fez decidir que realmente preciso ler outras coisas dela, e já estou providenciando isto em 2014. :)
22) Toda sua (Sylvia Day)
Daí que duas amigas que tinham lido Fifty Shades disseram que essa trilogia Crossfire era nesse estilo porém melhor. Achei horrível. Não consegui nem sentir empatia pelos personagens. Sabe quando vc não tem vontade de continuar lendo nem pra saber o que acontece com eles? Eu pouco me importei se iam continuar juntos ou morrer de acidente de ônibus. Mal dá pra dizer que li esse livro. Pulei um monte de coisas, só li mesmo as cenas de sexo. Boas.
23) Stille Nacht
Livrinho adaptado de alemão. Cabô meu curso. :(
24) Les bagarres du Petit Nicolas
Cada vez mais próxima do fim, e portanto mais próxima de começar a reler Petit Nicolas!
25) O diário de Pilar na Amazônia
26) O diário de Pilar no Egito
Dois bons infantis nacionais.
É isso aí, gente. Pro tanto que escrevi em 2013 até que eu li bastante, mais do que eu imaginava. Não esperem muuuuito de 2014, não. Vou depender de negociações com meu bebê que vai nascer mês que vem. :D
10 de mar. de 2014
O oitavo mês
Eu não sei se vocês sabem, mas eu tô grávida. Oitavo mês. À parte todo o "oh my god cacete já é mês que vem porraaaaaaa!", como era de se esperar, pensei algumas coisas novas durante esse período da minha vida. Como EU esperava, pensei coisas novas que continuavam cabendo na MINHA cabeça. Ao contrário do que muitos esperam, gravidez não é lobotomia. Continuei sendo eu, não estou vomitando arco-íris nem chorando glitter.
Uma das coisas que eu mais tenho pensado é como é chato que algo da sua vida PESSOAL tenha que ser SOCIAL. Social como um patamar, sabe? Como uma conquista, um degrau, um status, sei lá. Não sinto que tenho que compartilhar mais com todo mundo os sentimentos em relação à minha gravidez do que os sentimentos em relação, por exemplo, ao meu casamento, minha família. Mas há uma expectativa social em volta. De que minha vida gire toda em torno dessa "bênção", desse "milagre", desse "sonho". Uma das grandes dificuldades das pessoas é justamente entender que ser mãe não é um sonho para todas as mulheres. Há as que nunca sonharam com isso, e não se tornaram mães. Há as que não sonharam e acabaram sendo mães por acaso, sorte, azar, sei lá, pela vida, pelo sexo. Há as que não sonhavam com isso, mas decidiram fazê-lo. Sou eu. De um casamento muito legal, de um homem que amo, resolvi ter um filho. Que tal se fizéssemos isso? Que tal se incluíssemos essa aventura na nossa vida? Bora se meter nisso? Bora! Foi assim comigo. E de cara tinha gente que ficava até na dúvida se eu estava realmente feliz por estar grávida, porque não anunciei da maneira como se espera que seja anunciada uma gravidez, com frases do tipo "sou abençoada! uma vida floresce dentro de mim!".
Gente. Sou eu ainda, ok? Contei no Facebook por meio de uma piadinha tola e uma referência nerd, nunca mudei meu avatar pra uma barriga ou um sapatinho, não paguei book, não contratei arquiteto, não estou contando cada semana nem relatando cada chute. Conto algumas coisas, até faço perguntas aos universitários, faço piadas e reclamo (não é pra isso que serve a internet??), porque estar grávida é muito legal e uma das coisas mais doidas que já vivi, mas super tem montes de partes chatas, incômodas e até dolorosas. Basicamente, como eu já vos disse aqui algumas vezes: continuo sendo eu.
Não critico quem faz essas coisas, de modo algum. Pra muita gente é mesmo um sonho, então ótimo! Tem que curtir ao máximo o momento em que você realiza algo que sempre quis fazer. Só não faz sentido achar que esse é o único modelo aceitável, o único comportamento esperável. Eu nem entendo direito que me deem parabéns por estar grávida. Tá, eu entendo o que querem dizer, estão me desejando felicidades e saúde (quero ambas, podem me desejar!), mas se vcs pensarem bem não é exatamente uma conquista impressionante ter prole, fêmeas de todas as espécies fazem isso o tempo todo desde que o mundo é mundo. É a natureza. É muito muito legal, sim! Mas, minha gente, é natural. Não acho que uma mulher é menos mulher ou menos completa se nunca for mãe. Mulher tem que ser mãe se quiser ser mãe. Não pode ser obrigação.
E aí tem uma coisa que vem povoando minha cabeça desde o começo da gravidez. Estar grávida me fez ainda mais defensora da descriminalização do aborto. Mulher nenhuma merece ter de levar adiante uma gravidez fruto de violência, desrespeito, desespero, desesperança. Mulher nenhuma merece seguir uma gravidez já pensando em jogar uma criança no lixo. Carregar dentro do seu corpo por quase um ano a lembrança e o DNA de um momento horrível, de um homem horrível, NÃO. Ninguém deve ser obrigada a passar por isso. Porque, minha gente, há risco envolvido, em qualquer gravidez. Tudo vai bem e, de repente, pá! Aparece uma coisinha de nada num exame, e aí é repouso, dieta, remédio, vc fica com medo pela sua vida, pela vida do bebê. Passar por isso sem querer? Não, ninguém merece.
A quem interessar possa, sim, estou feliz, curiosa, cheia de medos e expectativas, dúvidas, desejos, vontades, e, na fase atual, sendo chutada vigorosamente pelo menino que deve estar habitando esta casa - do lado de fora da minha barriga - a partir do final do mês que vem. Conquanto seja bacana trocar algumas experiências com quem já passou por isso, cada experiência é única,sim, porque cada grávida é uma pessoa individual.
É, gente... Mãe NÃO é tudo igual. ;)
Uma das coisas que eu mais tenho pensado é como é chato que algo da sua vida PESSOAL tenha que ser SOCIAL. Social como um patamar, sabe? Como uma conquista, um degrau, um status, sei lá. Não sinto que tenho que compartilhar mais com todo mundo os sentimentos em relação à minha gravidez do que os sentimentos em relação, por exemplo, ao meu casamento, minha família. Mas há uma expectativa social em volta. De que minha vida gire toda em torno dessa "bênção", desse "milagre", desse "sonho". Uma das grandes dificuldades das pessoas é justamente entender que ser mãe não é um sonho para todas as mulheres. Há as que nunca sonharam com isso, e não se tornaram mães. Há as que não sonharam e acabaram sendo mães por acaso, sorte, azar, sei lá, pela vida, pelo sexo. Há as que não sonhavam com isso, mas decidiram fazê-lo. Sou eu. De um casamento muito legal, de um homem que amo, resolvi ter um filho. Que tal se fizéssemos isso? Que tal se incluíssemos essa aventura na nossa vida? Bora se meter nisso? Bora! Foi assim comigo. E de cara tinha gente que ficava até na dúvida se eu estava realmente feliz por estar grávida, porque não anunciei da maneira como se espera que seja anunciada uma gravidez, com frases do tipo "sou abençoada! uma vida floresce dentro de mim!".
Gente. Sou eu ainda, ok? Contei no Facebook por meio de uma piadinha tola e uma referência nerd, nunca mudei meu avatar pra uma barriga ou um sapatinho, não paguei book, não contratei arquiteto, não estou contando cada semana nem relatando cada chute. Conto algumas coisas, até faço perguntas aos universitários, faço piadas e reclamo (não é pra isso que serve a internet??), porque estar grávida é muito legal e uma das coisas mais doidas que já vivi, mas super tem montes de partes chatas, incômodas e até dolorosas. Basicamente, como eu já vos disse aqui algumas vezes: continuo sendo eu.
Não critico quem faz essas coisas, de modo algum. Pra muita gente é mesmo um sonho, então ótimo! Tem que curtir ao máximo o momento em que você realiza algo que sempre quis fazer. Só não faz sentido achar que esse é o único modelo aceitável, o único comportamento esperável. Eu nem entendo direito que me deem parabéns por estar grávida. Tá, eu entendo o que querem dizer, estão me desejando felicidades e saúde (quero ambas, podem me desejar!), mas se vcs pensarem bem não é exatamente uma conquista impressionante ter prole, fêmeas de todas as espécies fazem isso o tempo todo desde que o mundo é mundo. É a natureza. É muito muito legal, sim! Mas, minha gente, é natural. Não acho que uma mulher é menos mulher ou menos completa se nunca for mãe. Mulher tem que ser mãe se quiser ser mãe. Não pode ser obrigação.
E aí tem uma coisa que vem povoando minha cabeça desde o começo da gravidez. Estar grávida me fez ainda mais defensora da descriminalização do aborto. Mulher nenhuma merece ter de levar adiante uma gravidez fruto de violência, desrespeito, desespero, desesperança. Mulher nenhuma merece seguir uma gravidez já pensando em jogar uma criança no lixo. Carregar dentro do seu corpo por quase um ano a lembrança e o DNA de um momento horrível, de um homem horrível, NÃO. Ninguém deve ser obrigada a passar por isso. Porque, minha gente, há risco envolvido, em qualquer gravidez. Tudo vai bem e, de repente, pá! Aparece uma coisinha de nada num exame, e aí é repouso, dieta, remédio, vc fica com medo pela sua vida, pela vida do bebê. Passar por isso sem querer? Não, ninguém merece.
A quem interessar possa, sim, estou feliz, curiosa, cheia de medos e expectativas, dúvidas, desejos, vontades, e, na fase atual, sendo chutada vigorosamente pelo menino que deve estar habitando esta casa - do lado de fora da minha barriga - a partir do final do mês que vem. Conquanto seja bacana trocar algumas experiências com quem já passou por isso, cada experiência é única,sim, porque cada grávida é uma pessoa individual.
É, gente... Mãe NÃO é tudo igual. ;)
8 de mar. de 2014
pode me dar parabéns - dia internacional da mulher
o dia internacional da mulher não tem que ser feliz. ele tem é que ser desnecessário. mas não é.
vai ser desnecessário quando todos entenderem que homens não têm o direito de não deixar a namorada ou mulher cortar o cabelo e usar saia curta. que mulher não tem que "se dar ao respeito". que uma mulher não vale menos pela roupa que usa ou pelo jeito que dança (sim, vc tem o direito de achar a roupa feia, só não tem o direito de desrespeitá-la ou julgar seu caráter por isso, ok?). vai ser desnecessário quando vc não tiver mais medo que sua filha saia sozinha na rua do que seu filho. vai ser desnecessário quando vc não brigar com sua filha pq ela tava se agarrando com o namorado, enquanto que seu filho pode fazer o que quiser com a namorada dele. vai ser desnecessário quando meninas pequenas não tiverem que ficar ouvindo toda hora dos pais "fecha as pernas, menina!" quando estiverem de saia.
quando meninas não forem mais vendidas, exploradas sexualmente, exploradas como domésticas sem idade nem direitos. quando não morrerem mais pelas mãos dos seus companheiros por serem mulheres. quando uma mulher não tiver que esconder quantos parceiros já teve pra não passar por puta, enquanto um homem pode se vangloriar da sua lista. quando uma mulher não for julgada por outra mulher porque a casa está suja ou a roupa do marido está mal passada. quando a sociedade toda entender que pai não "ajuda" com as crianças, porque os filhos tb são dele e não é favor. que marido não "ajuda" com as coisas da casa, porque também mora lá e não é favor.
o dia de hoje é pra lembrar que tudo isso existe, que as conquistas foram muitas mas ainda insuficientes, que é preciso estar atenta e forte, que é preciso educar as crianças, meninos emeninas, para uma sociedade mais justa com todos os gêneros. não dê parabéns porque as mulheres são "emotivas", "delicadas", "sensíveis", "amorosas", "lindas". as mulheres são o que quiserem ser. estereotipá-las é diminuí-las. dê parabéns porque nasceram mulheres e enfrentam sem perder a vontade um mundo que não é feito pra elas, embora seja igualmente feito por elas.
1 de fev. de 2014
Vocês viram a novela ontem?
Tão comum essa pergunta... "Viu a novela ontem?"
Pois eu espero que vocês tenham visto. Ontem dois homens se beijaram na boca pela primeira vez numa novela brasileira.
Isso é imenso. A novela, especialmente a das 8, que virou a das 9, é o carro-chefe da ficção popular neste país. Se você tem algum apreço pelo objetivo de inserir definitivamente a homoafetividade no contexto do "normal" nesta sociedade, você com certeza torceu pelo beijo de Félix e Niko, como eu torci, mesmo sem ter assistido Amor À Vida.
[Entre dois homens. Entre duas mulheres já tinha acontecido no SBT, mas de verdade vcs sabem que existe uma diferença gigante de preconceito, né? Sem falar de impacto, líder de audiência, novela das oito. Então tá. Sigamos.]
Folgo em dizer que a maioria avassaladora dos comentários nas redes sociais foram de "viva!!" até "que lindo!!" passando por "finalmente!!" e alguns "shoray!". Porque foi mesmo muito, muito bonito, emocionante, coroando o trabalho maravilhoso de Mateus Solano que, pelo que sei, foi quem salvou a novela. Tenho uma quantidade descomunal de restrições ao trabalho do Walcyr Carrasco nessa novela, porque no que tange a trabalhar pelas minorias, ele prestou um desserviço nível Zorra Total com as mulheres obesas, com aquele personagem da Fabiana Karla, e eu faço parte dessa minoria muito discriminada. Mas reconheço que, não só pelo beijo no final, mas por toda a criação e trajetória do personagem Félix, ele merece o reconhecimento e o aplauso.
Como sou uma pessoa sortuda e bem-relacionada, não vi um único comentário homofóbico nas redes sociais! Mas gostaria de comentar algumas reações de pessoas não homofóbicas que me deixaram incomodada por uma série de razões.
1) Teve gente que disse "Ah, mas essa novela foi horrível!"
E foi mesmo! Mas novela ruim tem toda hora, beijo gay na tv aberta em horário nobre, foi a primeira vez! Vc queria que tivesse sido numa produção de alta qualidade cultural? Vá ver o Canal Brasil e não vai faltar cena gay. É aqui que tá a transformação, meus queridos, é entretenimento popular, não é cult. É um casal homoafetivo sendo levado romanticamente a sério na rede aberta, e não virando chacota de novela das 7 ou Zorra Total.
2) Teve gente que disse "Não entendo essa polêmica, acho muito normal dois homens se beijarem"
E eu quis bater na cara da pessoa. Parabéns pra vc por não ser homofóbic@, mas sua atitude forçadamente cool está lhe cegando para o problema que você julga não existir. Como muito bem disse o editor do site Os Entendidos na página do Facebook, "se existia a chance de não acontecer, é porque o acontecer faria uma transformação". Você vê dois garotos se beijando no restaurante, na lanchonete, na escola, no ponto de ônibus com tanta frequência e naturalidade quanto um casal garoto + garota? Não, né? Então não é "normal", não pra sociedade em geral. A luta é pra tirar os gays da condição de exceção, esperteza, então sai pra lá com a sua displicência descolada que vc não entendeu nada da luta e só tá atrapalhando.
Minha única ressalva ao status d'Os Entendidos é quando eles acrescentam ao "faria uma transformação" a pequena frase "e fez". Infelizmente, queridos amigos desse excelente site, não sabemos ainda se fez a transformação. Saberemos no futuro, se não demorarem dez anos para mostrar um próximo beijo gay, sempre em último capítulo, com medo do ibope cair. Saberemos quando tiver beijo gay na Malhação, meu próximo objetivo global! ahahahaha! ;)
3) Teve (MUITA!!) gente que disse "Só isso?? Que beijo chocho, nem foi de língua!"
E eu igualmente quis bater. Eu sou bem implicante com gente que se engaja numa determinada luta com tanto sangue nuzói que acaba demonstrando mais interesse em chocar o lado oposto do que realmente conquistar um avanço na situação que tenta mudar. Na minha modesta opinião, o objetivo não é travar uma guerra com homofóbicos. É esvaziá-los! De argumentos, primeiro, e depois esvaziar suas fileiras mesmo! Eu não quero arrancar a pele de cada um dos homofóbicos (de alguns eu quero, sim) com óleo quente. Eu quero que eles não existam mais! É preciso entender que é muito difícil extrair o preconceito que já está instalado numa pessoa (mas não é impossível!!), então a verdade é que o grosso do avanço será feito em gerações. Se a geração do meu filho vir suficientes vezes gays e lésbicas namorando na tv, no cinema, no shopping, em qualquer lugar ou situação, assim como qualquer casal hétero, e sem ser perturbados, eles não terão base pra achar que isso é "errado" ou "anormal". Isso vai ser a (r)evolução.
Nota pessoal: uma vez,ainda morando em SP, eu estava esperando a Parada Gay passar descendo a Consolação pra poder ir pra casa. Passou uma moça com uma camiseta que lia "Sou bi". Meu marido me perguntou se eu gostaria de ter uma camiseta daquelas. Eu disse que não. Que o que eu queria mesmo era viver num mundo em que ninguém tivesse que vestir aquela camiseta. Ser "obrigado" a ter "orgulho" da sua orientação sexual, a meu ver, já é uma violência. Isso deveria ser completamente natural. Ninguém deveria ter nada com isso, não deveria ser uma "questão" fulana ser bi ou lésbica ou fulano sair do armário.
É preciso também entender que, no caso específico de uma novela das 8, estamos lidando com um produto que vende, talvez o melhor produto deste país. Esse produto tem um público, e é muita ingenuidade achar que a Globo até hoje não tinha colocado um beijo gay na novela porque é boba-feia-chata & homofóbica. Nunca tinha colocado porque ainda julgava que o efeito seria mais negativo do que positivo com o seu público. Apenas isso. Colocou quando sentiu que o clima estava lá, propício, que a situação exigia, e que poderia, enfim, agradar o novo público que exigia o beijo gay sem repelir o público antigo, porque já estavam mesmo todos apaixonados pelo Félix. Genial, não? Ainda bem! Porque nem eu, que não sou executiva da Globo, gostaria de ter logo de cara chocado as vovozinhas de 80 anos que assistem novelas há décadas e tirá-las do público desse produto que, enfim, agora parece que vai acertar o pé nesse quesito. Seria igualmente um desserviço. Elas desligariam a tv falando mal de tudo, chocadas, horrorizadas, tornadas ainda mais preconceituosas. Por outro lado se elas continuarem vendo novelas e outros beijos acontecerem, naturalmente, esses beijos naturalmente evoluirão e ela talvez até sorria pro novo namorado do neto dela. Afinal se na novela tem, né? Então tudo bem.
Pois eu espero que vocês tenham visto. Ontem dois homens se beijaram na boca pela primeira vez numa novela brasileira.
Isso é imenso. A novela, especialmente a das 8, que virou a das 9, é o carro-chefe da ficção popular neste país. Se você tem algum apreço pelo objetivo de inserir definitivamente a homoafetividade no contexto do "normal" nesta sociedade, você com certeza torceu pelo beijo de Félix e Niko, como eu torci, mesmo sem ter assistido Amor À Vida.
[Entre dois homens. Entre duas mulheres já tinha acontecido no SBT, mas de verdade vcs sabem que existe uma diferença gigante de preconceito, né? Sem falar de impacto, líder de audiência, novela das oito. Então tá. Sigamos.]
Folgo em dizer que a maioria avassaladora dos comentários nas redes sociais foram de "viva!!" até "que lindo!!" passando por "finalmente!!" e alguns "shoray!". Porque foi mesmo muito, muito bonito, emocionante, coroando o trabalho maravilhoso de Mateus Solano que, pelo que sei, foi quem salvou a novela. Tenho uma quantidade descomunal de restrições ao trabalho do Walcyr Carrasco nessa novela, porque no que tange a trabalhar pelas minorias, ele prestou um desserviço nível Zorra Total com as mulheres obesas, com aquele personagem da Fabiana Karla, e eu faço parte dessa minoria muito discriminada. Mas reconheço que, não só pelo beijo no final, mas por toda a criação e trajetória do personagem Félix, ele merece o reconhecimento e o aplauso.
Como sou uma pessoa sortuda e bem-relacionada, não vi um único comentário homofóbico nas redes sociais! Mas gostaria de comentar algumas reações de pessoas não homofóbicas que me deixaram incomodada por uma série de razões.
1) Teve gente que disse "Ah, mas essa novela foi horrível!"
E foi mesmo! Mas novela ruim tem toda hora, beijo gay na tv aberta em horário nobre, foi a primeira vez! Vc queria que tivesse sido numa produção de alta qualidade cultural? Vá ver o Canal Brasil e não vai faltar cena gay. É aqui que tá a transformação, meus queridos, é entretenimento popular, não é cult. É um casal homoafetivo sendo levado romanticamente a sério na rede aberta, e não virando chacota de novela das 7 ou Zorra Total.
2) Teve gente que disse "Não entendo essa polêmica, acho muito normal dois homens se beijarem"
E eu quis bater na cara da pessoa. Parabéns pra vc por não ser homofóbic@, mas sua atitude forçadamente cool está lhe cegando para o problema que você julga não existir. Como muito bem disse o editor do site Os Entendidos na página do Facebook, "se existia a chance de não acontecer, é porque o acontecer faria uma transformação". Você vê dois garotos se beijando no restaurante, na lanchonete, na escola, no ponto de ônibus com tanta frequência e naturalidade quanto um casal garoto + garota? Não, né? Então não é "normal", não pra sociedade em geral. A luta é pra tirar os gays da condição de exceção, esperteza, então sai pra lá com a sua displicência descolada que vc não entendeu nada da luta e só tá atrapalhando.
Minha única ressalva ao status d'Os Entendidos é quando eles acrescentam ao "faria uma transformação" a pequena frase "e fez". Infelizmente, queridos amigos desse excelente site, não sabemos ainda se fez a transformação. Saberemos no futuro, se não demorarem dez anos para mostrar um próximo beijo gay, sempre em último capítulo, com medo do ibope cair. Saberemos quando tiver beijo gay na Malhação, meu próximo objetivo global! ahahahaha! ;)
3) Teve (MUITA!!) gente que disse "Só isso?? Que beijo chocho, nem foi de língua!"
E eu igualmente quis bater. Eu sou bem implicante com gente que se engaja numa determinada luta com tanto sangue nuzói que acaba demonstrando mais interesse em chocar o lado oposto do que realmente conquistar um avanço na situação que tenta mudar. Na minha modesta opinião, o objetivo não é travar uma guerra com homofóbicos. É esvaziá-los! De argumentos, primeiro, e depois esvaziar suas fileiras mesmo! Eu não quero arrancar a pele de cada um dos homofóbicos (de alguns eu quero, sim) com óleo quente. Eu quero que eles não existam mais! É preciso entender que é muito difícil extrair o preconceito que já está instalado numa pessoa (mas não é impossível!!), então a verdade é que o grosso do avanço será feito em gerações. Se a geração do meu filho vir suficientes vezes gays e lésbicas namorando na tv, no cinema, no shopping, em qualquer lugar ou situação, assim como qualquer casal hétero, e sem ser perturbados, eles não terão base pra achar que isso é "errado" ou "anormal". Isso vai ser a (r)evolução.
Nota pessoal: uma vez,ainda morando em SP, eu estava esperando a Parada Gay passar descendo a Consolação pra poder ir pra casa. Passou uma moça com uma camiseta que lia "Sou bi". Meu marido me perguntou se eu gostaria de ter uma camiseta daquelas. Eu disse que não. Que o que eu queria mesmo era viver num mundo em que ninguém tivesse que vestir aquela camiseta. Ser "obrigado" a ter "orgulho" da sua orientação sexual, a meu ver, já é uma violência. Isso deveria ser completamente natural. Ninguém deveria ter nada com isso, não deveria ser uma "questão" fulana ser bi ou lésbica ou fulano sair do armário.
É preciso também entender que, no caso específico de uma novela das 8, estamos lidando com um produto que vende, talvez o melhor produto deste país. Esse produto tem um público, e é muita ingenuidade achar que a Globo até hoje não tinha colocado um beijo gay na novela porque é boba-feia-chata & homofóbica. Nunca tinha colocado porque ainda julgava que o efeito seria mais negativo do que positivo com o seu público. Apenas isso. Colocou quando sentiu que o clima estava lá, propício, que a situação exigia, e que poderia, enfim, agradar o novo público que exigia o beijo gay sem repelir o público antigo, porque já estavam mesmo todos apaixonados pelo Félix. Genial, não? Ainda bem! Porque nem eu, que não sou executiva da Globo, gostaria de ter logo de cara chocado as vovozinhas de 80 anos que assistem novelas há décadas e tirá-las do público desse produto que, enfim, agora parece que vai acertar o pé nesse quesito. Seria igualmente um desserviço. Elas desligariam a tv falando mal de tudo, chocadas, horrorizadas, tornadas ainda mais preconceituosas. Por outro lado se elas continuarem vendo novelas e outros beijos acontecerem, naturalmente, esses beijos naturalmente evoluirão e ela talvez até sorria pro novo namorado do neto dela. Afinal se na novela tem, né? Então tudo bem.
20 de jan. de 2014
*Onírico 10 - Teenage dream
Tem, né?
Há alguns anos comecei a escrever algumas histórias baseadas em sonhos que tive. É um tipo bem específico de sonho. Além de muito vívidos, eu nunca sou eu. Quer dizer, às vezes até acontecem coisas do meu ponto de vista, "na primeira pessoa", mas aquela pessoa não sou eu. Não tem meu nome, nem minha história, nem minha aparência, e faz coisas que eu nunca fiz, nem faria. Eu tenho vários sonhos assim, e é claro que nem todos prestam para virar histórias. Quando algum deles tem "potencial", invariavelmente eu fico "elaborando" aquele plot por dias. Falando sozinha, fazendo diálogos, organizando os fatos na minha cabeça, acrescentando e preenchendo as lacunas que a atividade onírica não se preocupa em resolver. E acabei começando a escrevê-los. Porque afinal...
Né?
E assim surgiu, timidamente, a série de histórias que eu chamo de "Oníricos". Confesso que o primeiro nunca criei coragem de escrever (quem comprou meu primeiro livro sabe disso), por uma série de razões que,enfim, não vêm ao caso. O segundo é graaaande, virou um romance, e ainda não terminei porque dá um certo trabalho. É muito legal, vcs vão adorar, mas aguardem um pouco mais, ok? O terceiro, quarto, quinto, sétimo estão publicados no primeiro volume da série, que é completado pelo décimo segundo, um caso raro de imediatismo, um sonho que virou Onírico em um só dia, sem elaboração nenhuma. O sexto está bem adiantado, mas ainda inacabado. O oitavo só foi sonhado e plotado, ainda não comecei. O nono está apenas iniciado. E aí veio o décimo.
Sonhei de 17 para 18 de janeiro de 2013, e fiquei o domingo inteiro bêbada de paixão. O mês inteiro. Em 18 dias a história estava escrita, e eu não desapaixonava de jeito nenhum. Me vinham cenas de depois do fim, os personagens insistiam em continuar vivendo na minha cabeça e à minha volta, mesmo depois de terminado o livro. O outro personagem exigia seu direito à sua própria versão, em seu idioma de origem.
Então sucumbi, né? Porque escrever é assim. Antes de pensar em leitor, em se dar a ler, se meter a publicar, vender e promover, escrever é como abrir aquela lata de leite de condensado porque é preciso que ela transborde logo ao primeiro golpe, ou periga espocar. É como aquela cirurgia no cérebro pra tirar o excesso de sangue, ou vc periga morrer. É preciso dar vazão ao que transborda, senão... nem quero saber. Depois que começa, não para.
E foi um ano inteiro, bêbada dessa paixão. Já lá se vão mais de mil páginas escritas dessa história (and counting!), e agora pari o começo dela para vcs. Comprem, leiam, riam, divirtam-se, apaixonem-se. Não tenho a ambição de mudar vossas vidas, mas se eu tornar vosso dia ou vossa semana melhor, já fico feliz. Porque...
Para comprar o livro, clique aqui. Para saber mais sobre como ler um livro para Kindle (quer vc tenha um Kindle ou não!), clique aqui. Se você quer a trilha sonora da Catarina, está aqui.
Há alguns anos comecei a escrever algumas histórias baseadas em sonhos que tive. É um tipo bem específico de sonho. Além de muito vívidos, eu nunca sou eu. Quer dizer, às vezes até acontecem coisas do meu ponto de vista, "na primeira pessoa", mas aquela pessoa não sou eu. Não tem meu nome, nem minha história, nem minha aparência, e faz coisas que eu nunca fiz, nem faria. Eu tenho vários sonhos assim, e é claro que nem todos prestam para virar histórias. Quando algum deles tem "potencial", invariavelmente eu fico "elaborando" aquele plot por dias. Falando sozinha, fazendo diálogos, organizando os fatos na minha cabeça, acrescentando e preenchendo as lacunas que a atividade onírica não se preocupa em resolver. E acabei começando a escrevê-los. Porque afinal...
Né?
E assim surgiu, timidamente, a série de histórias que eu chamo de "Oníricos". Confesso que o primeiro nunca criei coragem de escrever (quem comprou meu primeiro livro sabe disso), por uma série de razões que,enfim, não vêm ao caso. O segundo é graaaande, virou um romance, e ainda não terminei porque dá um certo trabalho. É muito legal, vcs vão adorar, mas aguardem um pouco mais, ok? O terceiro, quarto, quinto, sétimo estão publicados no primeiro volume da série, que é completado pelo décimo segundo, um caso raro de imediatismo, um sonho que virou Onírico em um só dia, sem elaboração nenhuma. O sexto está bem adiantado, mas ainda inacabado. O oitavo só foi sonhado e plotado, ainda não comecei. O nono está apenas iniciado. E aí veio o décimo.
[diálogo original do sonho, frases mantidas intactas no livro]
Sonhei de 17 para 18 de janeiro de 2013, e fiquei o domingo inteiro bêbada de paixão. O mês inteiro. Em 18 dias a história estava escrita, e eu não desapaixonava de jeito nenhum. Me vinham cenas de depois do fim, os personagens insistiam em continuar vivendo na minha cabeça e à minha volta, mesmo depois de terminado o livro. O outro personagem exigia seu direito à sua própria versão, em seu idioma de origem.
E foi um ano inteiro, bêbada dessa paixão. Já lá se vão mais de mil páginas escritas dessa história (and counting!), e agora pari o começo dela para vcs. Comprem, leiam, riam, divirtam-se, apaixonem-se. Não tenho a ambição de mudar vossas vidas, mas se eu tornar vosso dia ou vossa semana melhor, já fico feliz. Porque...
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14 de jan. de 2014
Benedict Cumberbatch
"The talentless wooden acting of arse-named, horse-faced twot Benedict Cumberbatch."
De acordo com alguém ("um blog", segundo o próprio), ele não tem talento, atua como se fosse um pedaço de pau, tem um nome de cu e uma cara de cavalo.
Elas discordam. Eu também. E cada vez mais gente. Milhares e milhares.
Arse-named and horse-faced? Check. Both. Que nome é esse? Que ator se lança com um nome desses?Nem o pai dele (também ator) teve coragem, e adotou profissionalmente o nome do meio. Esse nome nem dá pra galera gritar!
Ahn... Dá sim.
Ok, eu não tenho que provar que Benedict Cumberbatch é um fenômeno. Mas eu queria entender por quê. Eu queria entender por que ele é um fenômeno, e o que eu estou fazendo no meio desse arrastão que ele tá causando no seu rolezinho pelo planeta.
Ele não tem nada de óbvio, do nome à cara. Você pode facilmente - muito facilmente até - achar que ele é somente feio. Não sem graça, nem "ah, ele é ok". Não. Feio mesmo.
É um alien? Uma lontra? Uma fuinha? É o Grinch?? Vocês conseguem ter sonhos eróticos com isso aí?
Oh, sim. Regularmente.
Como, gente? Como??
Primeiro, tem isto. His. Fucking. Voice.
His voice is "like a Jaguar hiding in a cello" (The Times).
Precisamente.
Talento. Cheguei a pensar em procurar um vídeo, uma cena. Não é justo. As três temporadas de Sherlock devem ser suficientes para arrebatar qualquer mortal. Os poucos minutos de sua participação no especial de 50 anos do National Theatre bastaram para me deixar de boca aberta. Eu bati palmas pra ele sozinha em casa, vendo no YouTube (parece que esse vídeo foi retirado, uma pena). Mas e Hawking? Wreckers?Parade's End? Ele é monstruoso. Ele é possivelmente o melhor ator dessa geração em qualquer parte do mundo. Eu acho isso, de verdade, honestamente. A atuação dele me arrebata e me arrebenta, seja com roteiro de Moffat, seja com roteiro de Stoppard, seja em Star Trek.
Ele podia ser um ícone nerd, embora não acredito que seja. Interpretou Stephen Hawking e Alan Turing (em produção, The Imitation Game), esteve em Star Trek e o Hobbit. E ele é o melhor Sherlock Holmes deste século. De verdade ele provavelmente é o melhor de todos os Sherlock Holmes, mas eu tenho dificuldades de dizer isso por causa de Jeremy Brett. Mas sem dúvida ele estrela a melhor e mais brilhante adaptação de Sherlock Holmes jamais feita na tv ou no cinema. E foi assim que ele entrou na minha vida. Mas não foi tão óbvio assim me apaixonar por ele. Não esqueçam que ele não é óbvio.
Lembra que ele é esquisito, né? Ele é até meio feio, né?
Bem... Olhe outra vez.
Mas... Mas... Aquele cara?
Sim. Aquele esquisito da cara de cavalo.
Gente... Mas ele é lindo.
Pois é. E sexy.
E também... Os olhos.
E ainda... Oh, shit!
Aí você entra naquela estágio de "não é possível que esse cara seja tudo isso, bom ator pra caralho, só faz coisa legal na tv e no cinema, ele deve ser chato!".
Ele é engraçado pra caramba e super divertido. Ele ri de si mesmo, ele não se leva a sério.
"Ele deve ser grosso com os fãs."
Ele é a criatura mais doce com seus fãs que eu já vi (vide os 2 primeiros vídeos do post). Ele larga a imprensa de um lado do tapete vermelho e trota alegremente em direção aos fãs e, dedicadamente e com um sorriso no rosto, tira fotos, dá autógrafos, ri, faz gestos obscenos carinhosos e AGRADECE MILHÕES DE VEZES a presença de cada um. Eu já vi isso dezenas de vezes, e nunca vi nada diferente. Ele se deixa filmar cantando parabéns pra uma fã e se levanta do sofá de um programa de tv pra ir abraçar e beijar uma moça que viajou mais de 20 horas para ir vê-lo. Doce assim. Nesse tanto.
Por essa razão ele tem o melhor fandom do mundo. Um fandom que usa datas como o aniversário dele e o Natal para levantar fundos para instituições de caridade e dar a grana de presente em nome dele. E ele sempre agradece esses gestos efusivamente através de amigos no twitter.
Porque ele não tem twitter, mas ele entende tudo de internet. Ele brinca com a gente, ele brinca com o poder, ele brinca com o nosso mundinho. Ele interage conosco, através de um amigo ou de uma folha de papel cheia de garranchos, ou mandando um recado por algum fã que está atrás dos cavaletes, vendo as externas de Sherlock. Ele sabe que o recado vai viajar mais rápido que rastilho de pólvora e que, em minutos, todos nós, o CumberCollective, ficaremos sabendo que a bronca era para os paparazzi, e não pra nós.
"Ele deve ser um alienado cabeça oca."
A propósito...
Ele é capaz de levar de casa para uma externa um monte de folhas de papel que levantam questões e críticas importantes e polêmicas sobre atitudes do governo britânico em termos de privacidade e segurança e se deixar fotografar em protesto silencioso fazendo MILHARES DE FÃS TROCAREM LINKS DE NOTÍCIAS PARA SABER DO QUE ELE ESTÁ FALANDO. Ele está usando a posição dele para nos informar. Ele transformou o CumberCollective numa rede de debates e discussões naquele momento. E nós todos sabemos do que ele está falando. Porque o nível desse fandom não cessa de me impressionar, e entre as amizades que fiz nesse grupo inesperado, entre os esperados ataques hormonais, falamos de machismo, feminismo, história, psicologia e sociedade, e citamos Poe, sem falar em Doyle, claro.
As entrevistas dele (escritas mesmo, nem tô falando mais dessa cara linda que ele tem, nem da voz) são ouro puro. Ele pensa. O vocabulário dele é mais sexy que a bunda dele (e ele tem uma bunda linda). De quantos homens você pode dizer isso? Ele não é óbvio,em nada. Da cara, ao nome, às opiniões e respostas. Ele não perdoa quando o jornalista é óbvio, embora ele sempre consiga não ser grosso (so brit!!). Ele é engraçado. Eu já disse isso, né? É que ele é mesmo, e eu adoro o senso de humor dele. Ele é interessado, elegante, informado, ele tem opinião, ele é sensível, filho amoroso e repleto de gratidão. Ele se diverte tão notoriamente com o sucesso que é capaz de ligar pro pai dele no meio de uma premiere e fazer a gaiatice de pedir à galera que grite para o pai dele no telefone. Ele sabe que teve uma educação privilegiada e não tem vergonha de falar sobre isso. Ele fica genuinamente chocado com seu próprio sucesso, e isso não permite que suba à cabeça. Ele faz fangirling com a Adele e o Harrison Ford. Ele toca piano e canta baixinho e faz skydiving. Ele repete roupa mesmo em grandes eventos. Ele quer amar e ele sabe dançar.
"Ele tem que ter algum defeito, porra!"
É. Ele não sabe cortar tomates...
update: Absolutamente pasma com a visitação deste post. Algo como 20 ou 30 vezes mais acessos do que a média do blog! Diante disso, não posso deixar de me aproveitar do poder Beneditino e dizer-lhes que, se gostaram deste texto, certamente gostarão do meu livro. Questão de lógica, já que eu escrevi ambos, né? Então vai lá que tá baratinho e é apenas o primeiro! Fique fã agora, você não vai querer perder o que vem pela frente.
Promise. ;)
Clique aqui para comprar o ebook Oníricos na Amazon!
De acordo com alguém ("um blog", segundo o próprio), ele não tem talento, atua como se fosse um pedaço de pau, tem um nome de cu e uma cara de cavalo.
Elas discordam. Eu também. E cada vez mais gente. Milhares e milhares.
Arse-named and horse-faced? Check. Both. Que nome é esse? Que ator se lança com um nome desses?Nem o pai dele (também ator) teve coragem, e adotou profissionalmente o nome do meio. Esse nome nem dá pra galera gritar!
Ahn... Dá sim.
Ok, eu não tenho que provar que Benedict Cumberbatch é um fenômeno. Mas eu queria entender por quê. Eu queria entender por que ele é um fenômeno, e o que eu estou fazendo no meio desse arrastão que ele tá causando no seu rolezinho pelo planeta.
Ele não tem nada de óbvio, do nome à cara. Você pode facilmente - muito facilmente até - achar que ele é somente feio. Não sem graça, nem "ah, ele é ok". Não. Feio mesmo.
É um alien? Uma lontra? Uma fuinha? É o Grinch?? Vocês conseguem ter sonhos eróticos com isso aí?
Oh, sim. Regularmente.
Como, gente? Como??
Primeiro, tem isto. His. Fucking. Voice.
His voice is "like a Jaguar hiding in a cello" (The Times).
Precisamente.
Talento. Cheguei a pensar em procurar um vídeo, uma cena. Não é justo. As três temporadas de Sherlock devem ser suficientes para arrebatar qualquer mortal. Os poucos minutos de sua participação no especial de 50 anos do National Theatre bastaram para me deixar de boca aberta. Eu bati palmas pra ele sozinha em casa, vendo no YouTube (parece que esse vídeo foi retirado, uma pena). Mas e Hawking? Wreckers?Parade's End? Ele é monstruoso. Ele é possivelmente o melhor ator dessa geração em qualquer parte do mundo. Eu acho isso, de verdade, honestamente. A atuação dele me arrebata e me arrebenta, seja com roteiro de Moffat, seja com roteiro de Stoppard, seja em Star Trek.
Ele podia ser um ícone nerd, embora não acredito que seja. Interpretou Stephen Hawking e Alan Turing (em produção, The Imitation Game), esteve em Star Trek e o Hobbit. E ele é o melhor Sherlock Holmes deste século. De verdade ele provavelmente é o melhor de todos os Sherlock Holmes, mas eu tenho dificuldades de dizer isso por causa de Jeremy Brett. Mas sem dúvida ele estrela a melhor e mais brilhante adaptação de Sherlock Holmes jamais feita na tv ou no cinema. E foi assim que ele entrou na minha vida. Mas não foi tão óbvio assim me apaixonar por ele. Não esqueçam que ele não é óbvio.
Lembra que ele é esquisito, né? Ele é até meio feio, né?
Bem... Olhe outra vez.
Mas... Mas... Aquele cara?
Sim. Aquele esquisito da cara de cavalo.
Gente... Mas ele é lindo.
Pois é. E sexy.
E também... Os olhos.
E ainda... Oh, shit!
Aí você entra naquela estágio de "não é possível que esse cara seja tudo isso, bom ator pra caralho, só faz coisa legal na tv e no cinema, ele deve ser chato!".
Ele é engraçado pra caramba e super divertido. Ele ri de si mesmo, ele não se leva a sério.
"Ele deve ser grosso com os fãs."
Ele é a criatura mais doce com seus fãs que eu já vi (vide os 2 primeiros vídeos do post). Ele larga a imprensa de um lado do tapete vermelho e trota alegremente em direção aos fãs e, dedicadamente e com um sorriso no rosto, tira fotos, dá autógrafos, ri, faz gestos obscenos carinhosos e AGRADECE MILHÕES DE VEZES a presença de cada um. Eu já vi isso dezenas de vezes, e nunca vi nada diferente. Ele se deixa filmar cantando parabéns pra uma fã e se levanta do sofá de um programa de tv pra ir abraçar e beijar uma moça que viajou mais de 20 horas para ir vê-lo. Doce assim. Nesse tanto.
Por essa razão ele tem o melhor fandom do mundo. Um fandom que usa datas como o aniversário dele e o Natal para levantar fundos para instituições de caridade e dar a grana de presente em nome dele. E ele sempre agradece esses gestos efusivamente através de amigos no twitter.
Porque ele não tem twitter, mas ele entende tudo de internet. Ele brinca com a gente, ele brinca com o poder, ele brinca com o nosso mundinho. Ele interage conosco, através de um amigo ou de uma folha de papel cheia de garranchos, ou mandando um recado por algum fã que está atrás dos cavaletes, vendo as externas de Sherlock. Ele sabe que o recado vai viajar mais rápido que rastilho de pólvora e que, em minutos, todos nós, o CumberCollective, ficaremos sabendo que a bronca era para os paparazzi, e não pra nós.
(a bronca)
"Ele deve ser um alienado cabeça oca."
A propósito...
(o protesto silencioso, aka "twitter primitivo")
Ele é capaz de levar de casa para uma externa um monte de folhas de papel que levantam questões e críticas importantes e polêmicas sobre atitudes do governo britânico em termos de privacidade e segurança e se deixar fotografar em protesto silencioso fazendo MILHARES DE FÃS TROCAREM LINKS DE NOTÍCIAS PARA SABER DO QUE ELE ESTÁ FALANDO. Ele está usando a posição dele para nos informar. Ele transformou o CumberCollective numa rede de debates e discussões naquele momento. E nós todos sabemos do que ele está falando. Porque o nível desse fandom não cessa de me impressionar, e entre as amizades que fiz nesse grupo inesperado, entre os esperados ataques hormonais, falamos de machismo, feminismo, história, psicologia e sociedade, e citamos Poe, sem falar em Doyle, claro.
As entrevistas dele (escritas mesmo, nem tô falando mais dessa cara linda que ele tem, nem da voz) são ouro puro. Ele pensa. O vocabulário dele é mais sexy que a bunda dele (e ele tem uma bunda linda). De quantos homens você pode dizer isso? Ele não é óbvio,em nada. Da cara, ao nome, às opiniões e respostas. Ele não perdoa quando o jornalista é óbvio, embora ele sempre consiga não ser grosso (so brit!!). Ele é engraçado. Eu já disse isso, né? É que ele é mesmo, e eu adoro o senso de humor dele. Ele é interessado, elegante, informado, ele tem opinião, ele é sensível, filho amoroso e repleto de gratidão. Ele se diverte tão notoriamente com o sucesso que é capaz de ligar pro pai dele no meio de uma premiere e fazer a gaiatice de pedir à galera que grite para o pai dele no telefone. Ele sabe que teve uma educação privilegiada e não tem vergonha de falar sobre isso. Ele fica genuinamente chocado com seu próprio sucesso, e isso não permite que suba à cabeça. Ele faz fangirling com a Adele e o Harrison Ford. Ele toca piano e canta baixinho e faz skydiving. Ele repete roupa mesmo em grandes eventos. Ele quer amar e ele sabe dançar.
"Ele tem que ter algum defeito, porra!"
É. Ele não sabe cortar tomates...
update: Absolutamente pasma com a visitação deste post. Algo como 20 ou 30 vezes mais acessos do que a média do blog! Diante disso, não posso deixar de me aproveitar do poder Beneditino e dizer-lhes que, se gostaram deste texto, certamente gostarão do meu livro. Questão de lógica, já que eu escrevi ambos, né? Então vai lá que tá baratinho e é apenas o primeiro! Fique fã agora, você não vai querer perder o que vem pela frente.
Promise. ;)
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6 de jan. de 2014
Luxo e necessidade
Eu fico realmente impressionada (e entristecida, e preocupada, e chocada) com a dificuldade que certas pessoas têm de diferenciar luxo e necessidade. Achar que a cidade tá o cão de quente e sonhar com um ar-condicionado central na sua sala, meu amor, todo mundo, né? Mas daí a achar que é item de primeira necessidade, achar que não dá pra viver sem carro, sem ar-condicionado, que é PRECISO trocar o seu iPhone só porque saiu o novo? Se vc quer e pode trocar, viva, beleza! Se vc quiser me dar um split de presente pra minha sala, serei eternamente grata. Assim q eu puder, o farei eu mesma! Mas juro que sobrevivo com ventilador. Banho é de graça e refresca q é uma beleza.
Juro que já teve gente que me perguntou se as pessoas ainda andavam a pé pros lugares aqui em Belém, porque, porra, é quente demais. Não, meu bem, aqui TODO MUNDO tem carro com ar-condicionado.Vem pra K q nosso PIB é dinamarquês!
E tem realmente MUITA gente que acha que babá e/ou empregada e/ou enfermeira (!!) são NECESSÁRIAS quando se tem um bebê. Gente. Hello, né? Necessário pra ter um bebê é sexo e leite, nessa ordem. Eu não tenho absolutamente nada contra quem contrata toda a ajuda possível, mas convencer-se de que é impossível passar por esse momento sem "enfermeira noturna pelo menos nas duas primeiras semanas" é viver numa realidade tão irreal, num mundinho de tão tão poucas pessoas, que sem perceber você está alijando do seu mundo todo mundo que consegue ter um filho sem essa ajuda extra. Por exemplo, a sua babá, a sua enfermeira noturna, a sua empregada, a sua mãe, a sua avó!
O pior é que geralmente essas pessoas acham admirável que europeias e norte-americanas tenham suas proles sem essas porra tudo. "Não sei como as americanas vivem sem empregada e babá". Ah, sim, porque as brasileiras TODAS têm empregada e babá.
Eu fico sem fala...
É claro que ninguém vai deixar um bebê sozinho em casa, não se trata disso. Se vc trabalha fora (tenho perfeita consciência de que meu caso é um luxo e uma exceção, já que eu e meu marido trabalhamos em casa), vai precisar de um esquema pro seu bebê. Uma babá, uma creche, escolinha, enfim. Mas acreditar que vc não consegue ir ao supermercado ou ao shopping ou viajar sem a babá...Aí, desculpa, vc me preocupa um pouco como mãe. Leve a babá pra onde vc quiser, contrate sua enfermeira noturna e durma todas as noites tranquilas, de boa. Mas, amiga, entenda que isso é LUXO, e não necessidade. Garanto a você que é possível ir ao shopping só vc e seu bebê ou seu filho que já anda, corre e grita aos dois anos e meio feito a pestezinha duzinferno mais adorável. Dá mais trabalho, é óbvio, mas acredite: é possível.
Juro que já teve gente que me perguntou se as pessoas ainda andavam a pé pros lugares aqui em Belém, porque, porra, é quente demais. Não, meu bem, aqui TODO MUNDO tem carro com ar-condicionado.Vem pra K q nosso PIB é dinamarquês!
E tem realmente MUITA gente que acha que babá e/ou empregada e/ou enfermeira (!!) são NECESSÁRIAS quando se tem um bebê. Gente. Hello, né? Necessário pra ter um bebê é sexo e leite, nessa ordem. Eu não tenho absolutamente nada contra quem contrata toda a ajuda possível, mas convencer-se de que é impossível passar por esse momento sem "enfermeira noturna pelo menos nas duas primeiras semanas" é viver numa realidade tão irreal, num mundinho de tão tão poucas pessoas, que sem perceber você está alijando do seu mundo todo mundo que consegue ter um filho sem essa ajuda extra. Por exemplo, a sua babá, a sua enfermeira noturna, a sua empregada, a sua mãe, a sua avó!
O pior é que geralmente essas pessoas acham admirável que europeias e norte-americanas tenham suas proles sem essas porra tudo. "Não sei como as americanas vivem sem empregada e babá". Ah, sim, porque as brasileiras TODAS têm empregada e babá.
Eu fico sem fala...
É claro que ninguém vai deixar um bebê sozinho em casa, não se trata disso. Se vc trabalha fora (tenho perfeita consciência de que meu caso é um luxo e uma exceção, já que eu e meu marido trabalhamos em casa), vai precisar de um esquema pro seu bebê. Uma babá, uma creche, escolinha, enfim. Mas acreditar que vc não consegue ir ao supermercado ou ao shopping ou viajar sem a babá...Aí, desculpa, vc me preocupa um pouco como mãe. Leve a babá pra onde vc quiser, contrate sua enfermeira noturna e durma todas as noites tranquilas, de boa. Mas, amiga, entenda que isso é LUXO, e não necessidade. Garanto a você que é possível ir ao shopping só vc e seu bebê ou seu filho que já anda, corre e grita aos dois anos e meio feito a pestezinha duzinferno mais adorável. Dá mais trabalho, é óbvio, mas acredite: é possível.
31 de dez. de 2013
Meme literário 2013 - dia 31
Dia 31 - O livro do ano na sua estante é...?
E chegamos ao último dia do ano, e do meme literário. E o livro do ano não está exatamente na minha estante, mas no meu celular e no computador: The Cuckoo's Calling.
Quando você descobre que, sob pseudônimo, a sua escritora favorita se aventurou no seu gênero favorito, é difícil resistir, né? E eu fui cheia de expectativa, e ela não me decepcionou, como nunca me decepcionou (embora eu tenha algumas críticas ao início de Casual Vacancy, também lido este ano, ela totalmente se recupera!).
- pode seguir sem medo que é spoiler-free! -
O ritmo do policial é frenético, o humor está presente na dose certa, e até o sentimento e uma seduçãozinha light que combina exatamente com o gênero de policial que ela está escrevendo, e que é o tipo de policial que eu gosto, sem muita violência nem crueldade, mas com inteligência e engenho. Ela conhece o gênero, ela sabe o que está fazendo. E embora eu tenha matado a charada antes do final, isso não diminui o valor da charada. É só que eu tô muito habituada a policial, já, mas adoro mesmo assim.
O que eu mais gostei desse livro é que ela construiu o personagem principal - o delicioso Cormoran Strike, minha paixão literária de 2013 - e suas relações com todo o carinho que nos dá aquela esperança de que a coisa não vai parar por aí. Ou estou muito enganada, ou veremos Cormoran e Robin de novo proximamente. Oba!
Espero que tenham se divertido com o meme, eu me diverti! Tenham uma ótima passagem de ano e um 2014 muito feliz!
E chegamos ao último dia do ano, e do meme literário. E o livro do ano não está exatamente na minha estante, mas no meu celular e no computador: The Cuckoo's Calling.
Quando você descobre que, sob pseudônimo, a sua escritora favorita se aventurou no seu gênero favorito, é difícil resistir, né? E eu fui cheia de expectativa, e ela não me decepcionou, como nunca me decepcionou (embora eu tenha algumas críticas ao início de Casual Vacancy, também lido este ano, ela totalmente se recupera!).
- pode seguir sem medo que é spoiler-free! -
O ritmo do policial é frenético, o humor está presente na dose certa, e até o sentimento e uma seduçãozinha light que combina exatamente com o gênero de policial que ela está escrevendo, e que é o tipo de policial que eu gosto, sem muita violência nem crueldade, mas com inteligência e engenho. Ela conhece o gênero, ela sabe o que está fazendo. E embora eu tenha matado a charada antes do final, isso não diminui o valor da charada. É só que eu tô muito habituada a policial, já, mas adoro mesmo assim.
O que eu mais gostei desse livro é que ela construiu o personagem principal - o delicioso Cormoran Strike, minha paixão literária de 2013 - e suas relações com todo o carinho que nos dá aquela esperança de que a coisa não vai parar por aí. Ou estou muito enganada, ou veremos Cormoran e Robin de novo proximamente. Oba!
Espero que tenham se divertido com o meme, eu me diverti! Tenham uma ótima passagem de ano e um 2014 muito feliz!
E comprem meu livro!! :D
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